
Para famílias que vivem no sudeste do Tocantins, o acesso a tratamentos especializados para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento pode representar um desafio que vai além da busca por atendimento. Em muitos casos, mães e responsáveis precisam percorrer longas distâncias até Palmas ou outros municípios em busca de consultas, avaliações e terapias.
A rotina envolve custos com transporte, alimentação e hospedagem, além do impacto na vida profissional e familiar. Quando o acompanhamento precisa ser frequente, os deslocamentos se tornam parte da rotina e podem aumentar a sobrecarga enfrentada pelas famílias.
Em muitos desses casos, são as mães que assumem a maior parte dos cuidados. Além de acompanhar os filhos em consultas e terapias, elas precisam lidar com diagnósticos, encaminhamentos, filas de espera e questões burocráticas relacionadas ao acesso a serviços e direitos.
Diante desse cenário, o pré-candidato a deputado estadual César de Lavandeira defende a implantação de um Centro de Atendimento Multidisciplinar na região sudeste do Tocantins. A proposta tem como objetivo reunir, em uma estrutura regional, profissionais de diferentes áreas para atender crianças com TEA e outras condições relacionadas ao neurodesenvolvimento.
Entre os serviços defendidos estão psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicopedagogia, neuropediatria e assistência social. A intenção, segundo a proposta, é ampliar o acesso ao atendimento e reduzir a necessidade de deslocamentos frequentes para outras cidades.
A proposta também destaca a importância da continuidade das terapias para crianças que necessitam de acompanhamento especializado. A interrupção ou o espaçamento excessivo entre os atendimentos pode dificultar a manutenção do tratamento e aumentar as dificuldades enfrentadas pelas famílias.
Além do atendimento clínico, o centro poderia atuar na orientação de pais e responsáveis e na articulação entre as áreas de saúde, educação e assistência social. A proposta também prevê ações de apoio às escolas e capacitação de profissionais que atuam no atendimento de crianças com necessidades específicas.
Para César de Lavandeira, a criação de uma estrutura regional precisa vir acompanhada da contratação de profissionais qualificados e de planejamento permanente. Segundo ele, a construção de um espaço físico, sem equipes especializadas e recursos para garantir o funcionamento contínuo, não seria suficiente para solucionar as dificuldades enfrentadas pelas famílias.
“As mães atípicas não precisam de discursos de admiração pela força que demonstram. Elas precisam de atendimento próximo, profissionais qualificados e políticas públicas que dividam com as famílias a responsabilidade pelo cuidado”, afirmou o pré-candidato.
A proposta busca inserir o atendimento às pessoas com deficiência e às famílias atípicas nas discussões sobre desenvolvimento regional. A ideia defendida é que moradores do sudeste do Tocantins tenham acesso a serviços especializados mais próximos de suas cidades, reduzindo deslocamentos e os custos associados ao tratamento.
A discussão também envolve a necessidade de fortalecer políticas públicas de inclusão que contemplem não apenas o acesso à educação, mas também o atendimento de saúde, o acompanhamento terapêutico e o suporte às famílias.
Para o pré-candidato, garantir atendimento regionalizado significa diminuir as distâncias enfrentadas diariamente por mães e crianças e ampliar as condições para que o tratamento seja realizado de forma contínua, sem que o local onde a família mora seja um obstáculo ao acesso aos serviços especializados.
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