

Envelhecer não significa deixar o movimento de lado. Em Palmas, cerca de 100 pessoas encontraram no esporte uma forma de cuidar da saúde, fazer novas amizades e manter uma rotina ativa. É o que mostra o Projeto VóVôlei, desenvolvido pela Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Juventude e Esportes (Sejuves).
Os treinos são realizados três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h às 12h, no ginásio do Quartel do Comando Geral (QCG). A iniciativa oferece vôlei adaptado para pessoas da melhor idade e reúne atletas nas categorias 58+, 68+ e 75+, nos naipes masculino e feminino. Há ainda uma turma de iniciação e, neste semestre, uma nova categoria para participantes a partir dos 45 anos.
Aos 88 anos, o aposentado Arestides Ruiz Vasques é um dos exemplos de que disposição não tem prazo de validade. Ele participa do projeto desde a implantação e já acumula medalhas conquistadas em competições.
“Tem que se movimentar, fazer alguma coisa. Venho todos os dias de treino”, conta Arestides, que afirma sempre ter buscado atividades esportivas para manter uma rotina ativa.
De acordo com o professor de Educação Física da Sejuves e coordenador do VóVôlei, Allan Dutra, a modalidade segue as normas da Confederação Brasileira de Voleibol Adaptado (CBVA), mantendo características do vôlei tradicional, mas com adaptações que permitem maior segurança aos participantes.
Além do condicionamento físico, a atividade também estimula a concentração, a coordenação motora e a convivência entre os atletas.
“O jogo é coletivo e treinar junto é muito prazeroso. A modalidade exige esforço físico e mental e também beneficia a parte social”, explica o professor.
Entre os participantes estão atletas que já representaram Palmas em competições nacionais, mostrando que o projeto também pode abrir espaço para quem deseja ir além dos treinos recreativos.
Para Iracema Roberto dos Santos, de 72 anos, o vôlei entrou em sua vida depois da pandemia. Sem experiência anterior com a modalidade, ela começou a treinar em 2021 e, desde então, passou a enxergar o esporte de outra maneira.
“Não tinha nenhuma experiência com a bola. Na época, conversei com o professor Allan e ele, com muito cuidado, se prontificou a ensinar. Para mim, foi uma vitória muito grande”, relata a atleta.
Segundo Iracema, o acompanhamento recebido durante o processo de aprendizagem foi fundamental para que ela ganhasse confiança e permanecesse na atividade.
Para a Prefeitura de Palmas, o VóVôlei representa uma oportunidade de promover saúde, convivência e qualidade de vida por meio do esporte.
O secretário de Juventude e Esportes, Lécio Guimarães, destaca que a proposta busca ampliar o acesso da população às atividades esportivas e estimular um envelhecimento mais ativo.
“O VóVôlei é um exemplo de como o esporte promove saúde, qualidade de vida e inclusão. A Sejuves seguirá incentivando e fortalecendo o projeto, ampliando o acesso e criando oportunidades para que cada vez mais pessoas possam praticar esporte e envelhecer de forma ativa e saudável”, afirma.
Com diferentes gerações dividindo a mesma quadra, o projeto mostra que a idade pode até mudar o ritmo, mas não precisa limitar a vontade de se movimentar, competir e conquistar novos desafios.
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