

A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação sobre a morte do brigadista Sidiney de Oliveira Silva, assassinado a tiros em 15 de junho de 2024, em Formoso do Araguaia. Nesta quarta-feira, 7, foram cumpridas as determinações judiciais relacionadas aos três investigados apontados no inquérito.
A ação foi conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP), de Gurupi.
Dois dos investigados, que permaneciam em liberdade, foram chamados à unidade policial em Gurupi para tomar ciência das decisões judiciais e cumprir as medidas impostas pela Justiça. O terceiro, que já estava preso preventivamente por outro processo, foi oficialmente comunicado da nova determinação enquanto permanecia custodiado.
Durante o trabalho investigativo, a Polícia Civil reuniu informações e elementos que, segundo o inquérito, permitiram individualizar a atuação de cada um dos três investigados.
L.V.M.S. foi apontado como o suposto mandante do homicídio. Conforme a investigação, ele teria contratado o executor por meio de um intermediador e combinado valores para a realização do crime. A principal linha apontada para a motivação seria de natureza passional, relacionada a um suposto envolvimento extraconjugal entre a vítima e a esposa do investigado.
W.V.A. foi identificado como intermediador e articulador da ação. Segundo a apuração, ele mantinha contato com o homem apontado como executor, teria enviado previamente imagens da vítima e contribuído para estabelecer a ligação entre o suposto mandante e o responsável pelos disparos.
Ainda conforme a investigação, W.V.A. também teria uma motivação própria para participar do crime. A vítima trabalhava no combate a crimes ambientais na região da Ilha do Bananal e, de acordo com os investigadores, sua atuação teria contrariado interesses do suspeito.
Já C.R.N.G. foi apontado como o suposto executor do homicídio. Elementos reunidos durante o inquérito indicaram, segundo a Polícia Civil, sua participação direta na execução da vítima.
Para C.R.N.G., foi decretada prisão preventiva. Como ele já estava preso em decorrência de outro processo, a nova ordem judicial foi cumprida na unidade prisional onde se encontra.
No caso de W.V.A., a Justiça também determinou prisão preventiva, mas a medida foi substituída provisoriamente por prisão domiciliar em razão da idade avançada e das condições de saúde do investigado. Entre as obrigações estabelecidas estão o cumprimento da prisão domiciliar em tempo integral, o uso de monitoramento eletrônico e a proibição de contato com os demais investigados e testemunhas. Também foi determinada perícia médica oficial para avaliar seu estado de saúde.
Para L.V.M.S., foram estabelecidas medidas cautelares alternativas à prisão. Entre elas estão o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico perante a Justiça, a proibição de deixar a Comarca de Formoso do Araguaia sem autorização judicial e a restrição de contato com os demais investigados e testemunhas. A decisão considera, ainda, que o investigado já teria confessado participação no homicídio.
Os três investigados também estão proibidos de manter contato entre si, por qualquer meio. A decisão determina ainda que não se aproximem nem mantenham contato com testemunhas e familiares da vítima relacionados ao processo.
Com o cumprimento das determinações judiciais, a Polícia Civil informou que encerrou as diligências relacionadas à investigação. O relatório final do inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que deverão adotar as providências previstas no processo.
O homicídio aconteceu na manhã de 15 de junho de 2024. Sidiney de Oliveira Silva foi atingido por disparos de arma de fogo em frente à própria residência, em Formoso do Araguaia.
De acordo com a investigação, os tiros teriam sido efetuados a partir de um imóvel desocupado localizado nas proximidades da casa da vítima.
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