Com contratos milionários para prestação de serviços, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) acumula atualmente R$ 580 milhões em dívidas, segundo o governador em exercício, Laurez Moreira (PSD). O dado foi apresentado em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (3), quando ele e secretários informaram que pretendem publicar um decreto de emergência relacionado à situação da saúde pública.
Além desse montante, o estado ainda possui um débito que pode ultrapassar R$ 1 bilhão, conforme levantamento iniciado há dois meses, desde que Laurez assumiu o comando do Executivo Estadual após o afastamento de Wanderlei Barbosa (Republicanos) por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo Laurez, a equipe identificou custos excessivos por leito hospitalar:
“Enquanto o estado gasta R$ 26 mil por leito, Araguaína gasta R$ 11 mil. Então tem muita coisa errada na aplicação de recursos”, afirmou o governador em exercício.
Para evitar um colapso no sistema, o governo informou que vai adotar medidas de contenção de gastos, incluindo auditorias e renegociações de contratos com fornecedores. O decreto, de acordo com Laurez, será publicado para dar transparência e regulamentar os pagamentos feitos com recursos da saúde.
Sem recursos suficientes para quitar as dívidas, o governador e sua equipe viajam a Brasília (DF) nesta segunda-feira em busca de apoio do Governo Federal.
“Hoje não é só pagar as contas. É a maneira da gestão que está ruim. Vamos buscar socorro e colocar o gabinete do governador dentro da Saúde. Não aceitaremos o estado sendo administrado de forma ineficiente”, destacou Laurez.
Em resposta, a assessoria de Wanderlei Barbosa informou que a Secretaria da Saúde tem orçamento anual superior a R$ 3,2 bilhões e que é normal haver restos a pagar de um ano para outro. A nota afirma que não foram apresentadas provas do suposto rombo financeiro e que, caso o decreto de emergência seja oficializado, o Republicanos recorrerá aos órgãos de controle e ingressará com ação civil pública contra a medida.
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