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Pobreza extrema atinge 9,2% das mulheres

Diferenças na proteção social e nas responsabilidades de cuidado ampliam a desigualdade

09/03/2026 às 12h00
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Latin American Quality Institute
Latin American Quality Institute

Entre mulheres e meninas, 9,2% vivem em pobreza extrema, proporção superior à registrada entre homens e meninos, de 8,6%. Os dados constam na página 6 do Panorama de Gênero 2025, da ONU Mulheres. O relatório também evidencia disparidades no mercado de trabalho, onde 46,4% das mulheres em idade ativa, em 2024, estavam empregadas, enquanto entre os homens a taxa chegou a 69,5%.

O relatório mostra ainda que a desigualdade se estende ao acesso à proteção social ao longo da vida. Cerca de 2 bilhões de mulheres e meninas no mundo não têm acesso a qualquer tipo de proteção social, cenário associado, em grande parte, à presença feminina em ocupações informais ou instáveis. As diferenças se tornam mais visíveis na velhice, uma vez que 77,2% das mulheres idosas recebem pensão contributiva ou financiada por impostos, índice inferior ao dos homens na mesma faixa etária, que alcança 82,6%.

A distribuição desigual das tarefas de cuidado também contribui para manter o desequilíbrio. Normas sociais ainda atribuem às mulheres e meninas a maior parte do trabalho doméstico e dos cuidados não remunerados. Segundo o documento, na mesma página, essa sobrecarga mantém cerca de 708 milhões de mulheres fora da força de trabalho em todo o mundo.

Para o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, empresas que desejam ampliar competitividade e inovação precisam olhar para esse cenário com atenção, investindo em políticas que favoreçam a permanência e o desenvolvimento profissional das mulheres.

"Reduzir desigualdades não é apenas uma agenda social, mas também uma estratégia de sustentabilidade e produtividade. O dia 8 de março não deve ser apenas um momento de celebração, mas de reflexão e compromisso. Quando empresas ampliam oportunidades para mulheres, oferecem condições reais de permanência no trabalho e reconhecem o impacto das responsabilidades de cuidado, elas contribuem para reduzir desigualdades históricas e fortalecem o próprio ambiente de negócios." finaliza.

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