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Expansão da soja no Tocantins evidência papel estratégico das agroindústrias na absorção da safra

Produção estadual cresce 12,4% na safra 2025/26 e reforça a importância de estrutura industrial, logística eficiente e investimentos contínuos em armazenagem, processamento e escoamento

13/03/2026 às 15h00
Por: Vitthor Rodrigues
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Foto: Agência Setmidia Marketing e Tecnologia
Foto: Agência Setmidia Marketing e Tecnologia

O avanço da safra de soja 2025/2026 confirma o novo patamar produtivo do Tocantins. Dados do 5º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que a produção brasileira está estimada em 177,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% em relação ao ciclo anterior.

No Tocantins, o cenário é ainda mais expressivo. A Conab projeta uma colheita de 6,015 milhões de toneladas, alta de 12,4% frente à safra passada. Até o fim de fevereiro, cerca de 30% da área plantada já havia sido colhida, sinalizando ritmo consistente no campo e boas perspectivas para o fechamento do ciclo.

O aumento do volume impõe desafios operacionais, especialmente no recebimento, armazenagem e escoamento da produção. Com janelas de colheita cada vez mais concentradas, capacidade instalada e eficiência logística tornam-se determinantes para garantir fluidez à comercialização.

Inserido no MATOPIBA, uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do país, o Tocantins reúne posição estratégica nos corredores de escoamento. A Ferrovia Norte-Sul, a integração com rodovias federais e a conexão com diferentes rotas portuárias ampliam a competitividade estadual e fortalecem a inserção do estado nos mercados nacional e internacional.

É nesse contexto que a Fazendão Agronegócio amplia sua atuação no Tocantins, com estrutura preparada para acompanhar o crescimento da produção. Com mais de R$ 4 bilhões de faturamento anual, a empresa se consolida como uma das principais agroindústrias da região central do país. 

Atualmente, processa mais de 1 milhão de toneladas de soja por ano e cerca de 300 mil toneladas de milho, além de contar com capacidade própria de armazenamento superior a 700 mil toneladas. No estado, a companhia mantém armazéns estrategicamente distribuídos nos municípios de Alvorada, Divinópolis, Santa Rosa, Peixe e Fátima, além dos armazéns nas indústrias de Cariri e Porto Nacional fortalecendo a capilaridade no recebimento da safra e garantindo maior proximidade com os produtores.

Parte relevante do volume recebido é destinada à industrialização, com a transformação da soja em farelo e óleo, agregando valor antes da comercialização. A produção anual ultrapassa 700 mil toneladas de farelo e 200 mil toneladas de óleo degomado, consolidando o Tocantins como polo de processamento dentro da própria cadeia.

Desde novembro de 2025, a empresa deu um novo passo na consolidação logística. Com a inauguração do terminal rodoferroviário próprio em Gurupi, no fim de outubro, passaram a ser realizados embarques semanais de farelo de soja com destino ao Porto de Santos. A operação envolve conjuntos de aproximadamente 80 vagões por semana, sendo mais 6 mil toneladas cada embarque carregados no pátio multimodal, conectando diretamente a produção industrial tocantinense ao principal porto do país.

Entre novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, os embarques ocorreram de forma contínua, estabelecendo uma nova rota ferroviária regular para o estado. A empresa também iniciou o planejamento para embarques de soja em grão pelo mesmo terminal, ampliando as alternativas de escoamento.

A estrutura ferroviária integrada ao porto seco próprio reforça a previsibilidade operacional, diversifica modais e contribui para a redução de custos logísticos, fator decisivo em um cenário de safra crescente e margens cada vez mais pressionadas.

Para o CEO da Fazendão Agronegócio, Volney Aquino, o momento exige integração entre campo, indústria e infraestrutura. “A safra tocantinense cresce em volume e produtividade, ampliando a responsabilidade de quem atua na cadeia. Nosso compromisso é assegurar eficiência no recebimento, agilidade na operação e capacidade compatível com o ritmo de expansão do estado”, afirma.

Segundo ele, a consolidação de uma estrutura industrial robusta e de uma logística própria amplia a segurança para o produtor rural. “O crescimento precisa vir acompanhado de organização e planejamento. Investimos continuamente em capacidade operacional, armazenagem e soluções logísticas que conectam o Tocantins aos principais centros consumidores do país e do exterior”, destaca

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