Ex-gerente de fazenda é alvo de operação por desvio milionário no Tocantins
Investigado teria causado prejuízo de até R$ 10 milhões com esquema de superfaturamento e agiotagem
07/04/2026 09h23Atualizada há 3 horas atrás
Por: Redação
Operação foi contra suspeito de desviar milhões de contas de fazenda - Foto: Divulgação/PCTO fi
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), uma operação para cumprir mandados judiciais contra um homem investigado por desviar valores milionários de uma fazenda no estado, onde atuava como gerente.
A ação foi coordenada pela 6ª DEIC, com apoio da DRACCO, do GOTE, de delegacias regionais e também da Polícia Civil do Mato Grosso.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava o cargo de confiança para superfaturar serviços prestados por terceiros à propriedade rural. A diferença entre os valores reais e os declarados era desviada para contas próprias e de terceiros, muitos deles ligados a empréstimos informais, caracterizando também prática de agiotagem.
Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva nas cidades de Miranorte e Lajeado, além de Novo São Joaquim. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões nas contas do investigado e da esposa, além de R$ 1,6 milhão vinculados a uma empresa supostamente usada no esquema.
As apurações indicam que os crimes ocorreram entre 2021 e 2025. O investigado, que recebia salário de aproximadamente R$ 26 mil, apresentou evolução patrimonial incompatível, passando de cerca de R$ 200 mil para R$ 1,9 milhão em pouco tempo.
Mais de R$ 2,5 milhões foram aplicados em fundos de investimento- Foto: Divulgação/PCTO
Durante a investigação, foi identificado ainda que mais de R$ 2,5 milhões foram aplicados em fundos de investimento. Documentos analisados também apontam controle detalhado dos valores obtidos por meio do esquema e pesquisas feitas pelo suspeito sobre investimentos e processos relacionados a fraudes.
O homem poderá responder por crimes como furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e agiotagem, além de indícios de estelionato, falsidade ideológica, extorsão e constrangimento ilegal. Há relatos de que ele utilizava ameaças, inclusive com arma de fogo, contra prestadores de serviço.
A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça com base na gravidade dos fatos, risco de fuga e indícios de continuidade criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados, duas pistolas foram apreendidas em um dos endereços ligados ao investigado.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.