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Polícia Civil do Tocantins prende quatro investigados em operação nacional contra fraudes eletrônicas

Ação integrada com a Polícia Civil de Goiás combate organização criminosa suspeita de aplicar golpes bancários e lavar dinheiro em vários estados.

19/05/2026 10h51
Por: Sirleyva Braz
 Mandados foram cumpridos em São Miguel do Tocantins e Maurilândia - Foto: Divulgação PCTO
Mandados foram cumpridos em São Miguel do Tocantins e Maurilândia - Foto: Divulgação PCTO

A Polícia Civil do Tocantins participou, na manhã desta terça-feira, 19, de uma operação nacional de combate a crimes cibernéticos que resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão nas cidades de São Miguel do Tocantins e Maurilândia do Tocantins, no norte do estado.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC/GO), e teve como alvo uma organização criminosa investigada por invasão de dispositivos eletrônicos, fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.

No Tocantins, os trabalhos foram conduzidos pela 16ª Delegacia de Polícia de São Miguel do Tocantins, sob coordenação do delegado Antônio Bandeira. Ao todo, quatro pessoas foram presas durante o cumprimento das ordens judiciais.

Segundo as investigações, o grupo utilizava um esquema sofisticado de phishing bancário para enganar vítimas em diferentes estados do país. Os criminosos criavam páginas falsas de instituições financeiras digitais e impulsionavam os links fraudulentos em plataformas de busca, fazendo com que os sites aparecessem entre os primeiros resultados exibidos aos usuários.

Ao acessar as páginas falsas, as vítimas informavam dados bancários e realizavam validações de QR Codes aparentemente legítimos. Com isso, os suspeitos conseguiam capturar as informações em tempo real e assumir o controle das contas, realizando transferências via PIX e outras movimentações financeiras indevidas.

As apurações também identificaram que a organização possuía divisão de funções, com integrantes responsáveis pela criação das fraudes tecnológicas, movimentação dos valores obtidos ilegalmente e ocultação do patrimônio.

De acordo com o delegado Antônio Bandeira, a integração entre as forças de segurança foi decisiva para o avanço das investigações. “A atuação conjunta entre as Polícias Civis fortalece o enfrentamento às fraudes eletrônicas e às organizações criminosas que atuam em diferentes estados”, destacou.

Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados para a Unidade Prisional de Augustinópolis, onde permanecem à disposição da Justiça.

A operação ocorreu simultaneamente nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão. Conforme balanço divulgado pela Polícia Civil de Goiás, a ofensiva terminou com 13 pessoas presas em todo o país, além do cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão e do bloqueio judicial de mais de R$ 1,9 milhão em bens e valores.

Durante as diligências, os policiais também apreenderam cerca de 10 quilos de substância semelhante à maconha, aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que devem auxiliar na continuidade das investigações.

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