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Mais de 269 mil tocantinenses entregam declaração, mas atraso ainda pode gerar multa e dor de cabeça

Prazo foi encerrado em maio; especialistas alertam que contribuintes devem acompanhar a restituição e corrigir possíveis pendências para evitar problemas com a Receita Federal.

05/06/2026 às 09h12
Por: Sirleyva Braz
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Fim do prazo não encerra as obrigações: acompanhamento da declaração continua essencial. Foto: Ilustrativa
Fim do prazo não encerra as obrigações: acompanhamento da declaração continua essencial. Foto: Ilustrativa

Com o fim do prazo para entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, mais de 269 mil contribuintes do Tocantins acertaram as contas com a Receita Federal. Em todo o Brasil, foram registradas 44,4 milhões de declarações até o encerramento do período de envio, em 29 de maio.

Agora, a atenção dos contribuintes se volta para uma nova fase: o acompanhamento das restituições e a verificação de possíveis inconsistências que possam comprometer a análise da declaração.

Segundo dados da Receita Federal, 56,1% das declarações entregues têm valores a restituir, enquanto 23% resultaram em imposto a pagar. O primeiro lote de restituições, liberado no final de maio, foi considerado o maior da história, com cerca de R$ 16 bilhões pagos a mais de 8,7 milhões de brasileiros.

Para quem perdeu o prazo, a situação exige rapidez. A declaração ainda pode ser enviada, mas o contribuinte passa a estar sujeito à cobrança de multa por atraso, que tem valor mínimo de R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido, além de juros calculados conforme o período de inadimplência.

A especialista contábil Andressa Garcia alerta que o processo não termina após o envio da declaração. Segundo ela, é fundamental acompanhar o status do documento para verificar se houve algum problema no processamento ou divergência de informações.

“Muitas pessoas acreditam que basta enviar a declaração e aguardar a restituição. No entanto, erros de preenchimento ou informações divergentes podem levar o contribuinte para a malha fiscal, atrasando o recebimento dos valores”, explica.

De acordo com a especialista, a identificação rápida de pendências permite que o contribuinte faça correções por meio da declaração retificadora, evitando transtornos futuros e acelerando a regularização junto ao Fisco.

Para aqueles que ainda não entregaram a declaração, a recomendação é não adiar mais a regularização. Quanto antes a situação for resolvida, menores serão os encargos financeiros e mais rápido será o acesso a eventuais restituições ou à quitação de obrigações pendentes.

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