A Polícia Civil do Tocantins intensificou, nesta terça-feira (10), as ações da Operação Falsa Emergência e cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra investigados suspeitos de participação em um suposto esquema envolvendo a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas após a apresentação de novos elementos reunidos pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR), responsável pelas investigações.
Segundo a Polícia Civil, as novas evidências indicam possíveis tentativas de ocultação de provas, interferência no andamento das apurações e alinhamento de versões entre os investigados. Diante do cenário, a autoridade policial solicitou as prisões preventivas, que foram autorizadas pelo Poder Judiciário.
Entre os presos estão um servidor público que atuava na área de planejamento estratégico da Secretaria Municipal de Saúde e uma gestora municipal vinculada ao mesmo setor.
Além das prisões realizadas, a Justiça também determinou a prisão preventiva de Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada pelas investigações como responsável por intermediar interesses da organização social envolvida no contrato e considerada uma das principais operadoras do suposto esquema. Ela não foi localizada durante as diligências e segue foragida.
A Polícia Civil pede o apoio da população para localizar a investigada. Informações podem ser repassadas pelos telefones (63) 3901-7202 ou (63) 3901-7203, com garantia de sigilo ao denunciante.
Entenda o caso
Deflagrada em maio deste ano, a Operação Falsa Emergência investiga possíveis irregularidades relacionadas ao termo de colaboração firmado entre a Prefeitura de Palmas e uma organização social contratada para administrar as UPAs da capital.
As apurações envolvem suspeitas de crimes contra a administração pública, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Conforme a Polícia Civil, as investigações continuam e buscam identificar todos os envolvidos, assegurando o direito à ampla defesa e ao devido processo legal.



