
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta sexta-feira (12), uma operação contra integrantes de uma organização criminosa investigada por promover ataques violentos em Miracema do Tocantins. A ação resultou em prisões, apreensões e na identificação de suspeitos apontados como responsáveis por episódios que geraram insegurança entre moradores da cidade durante o mês de maio.
Coordenada pela 6ª Delegacia Especializada de Investigações Criminais (6ª DEIC) de Paraíso do Tocantins, a ofensiva cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Palmas e Miracema.
Entre os principais alvos está um homem conhecido como “Peteco”, apontado pelas investigações como liderança de uma célula criminosa denominada “Tropa do Papai”. Ele foi localizado e preso em Palmas, onde já era monitorado por tornozeleira eletrônica devido a condenações anteriores. Durante o cumprimento do mandado, também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
Outro investigado teve mandado cumprido dentro de uma unidade prisional da Capital, onde já estava detido por outros delitos. Dois suspeitos continuam foragidos.
Além das prisões preventivas, a operação resultou na prisão em flagrante de seis pessoas. Duas mulheres foram detidas por supostamente tentar dificultar as investigações ao danificar aparelhos celulares durante a chegada dos policiais. Uma delas também é suspeita de colaborar com o grupo criminoso ao alugar imóveis utilizados pela organização. A esposa de “Peteco” foi presa em flagrante por suspeita de participação na facção.
Outros três indivíduos foram autuados por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes investigados estão relacionados à disputa por áreas de atuação do tráfico de drogas em Miracema do Tocantins e a possíveis represálias ligadas a conflitos entre grupos criminosos rivais.
A ação integra a Operação Narke VI, iniciativa coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater organizações criminosas envolvidas com o tráfico de entorpecentes e crimes violentos.
Segundo o delegado Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, responsável pela investigação, a operação busca enfraquecer a atuação de grupos criminosos e ampliar a repressão qualificada contra organizações que atuam na região.
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