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Apontada como peça-chave em investigação das UPAs, empresária se entrega e é presa em Palmas

Cláudia Fernanda era a única foragida da segunda fase da Operação Falsa Emergência; polícia a identifica como uma das principais articuladoras do esquema investigado.

15/06/2026 às 10h34 Atualizada em 15/06/2026 às 11h09
Por: Sirleyva Braz
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva apresentou-se à Justiça na manhã desta segunda-feira (15), em Palmas, encerrando a busca pelo último alvo de prisão preventiva da segunda fase da Operação Falsa Emergência. Com a entrega voluntária, o mandado expedido pela Justiça foi imediatamente cumprido.

Após comparecer ao Fórum da Capital, a investigada foi conduzida por policiais civis para a formalização da prisão. Na sequência, passou pelos procedimentos legais, incluindo exame de corpo de delito, antes de ser encaminhada ao local onde permanecem custodiados os demais presos da operação.

Cláudia Fernanda era considerada foragida desde o último dia 10 de junho, quando a Polícia Civil deflagrou a nova etapa da investigação e não conseguiu localizá-la durante o cumprimento dos mandados judiciais.

De acordo com a Divisão Especializada de Combate à Corrupção (Decor), a empresária teria desempenhado papel estratégico no suposto esquema que é alvo das investigações. Os policiais apontam que ela atuava na articulação de interesses relacionados à contratação emergencial sob suspeita e mantinha contato frequente com outros investigados.

A operação apura possíveis irregularidades envolvendo a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul de Palmas. Entre os crimes investigados estão organização criminosa, corrupção e fraudes em processos de contratação na área da saúde pública.

A segunda fase da Operação Falsa Emergência já havia resultado na prisão da então secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Com a prisão de Cláudia Fernanda, todos os alvos dos mandados de prisão preventiva expedidos nesta etapa da investigação passam a estar sob custódia do Estado, enquanto a Polícia Civil dá continuidade à apuração do caso.

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