
Apesar das altas temperaturas características do inverno tocantinense, o período de estiagem traz desafios importantes para a saúde da população. A combinação de baixa umidade do ar, aumento da poeira, ventos frequentes e maior circulação de vírus respiratórios tem contribuído para o crescimento dos casos de infecções e para o agravamento de doenças como asma, rinite e sinusite.
O cenário acompanha a realidade nacional. Dados do boletim InfoGripe apontam que o Brasil já ultrapassou 89 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Entre os vírus que mais circulam estão a Influenza A, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o rinovírus, responsáveis por quadros que podem variar de leves a graves.
Segundo o infectologista Rafael Nogueira, do Sabin Diagnóstico e Saúde no Tocantins, o clima seco compromete a proteção natural das vias respiratórias, facilitando a entrada de vírus e agravando doenças preexistentes. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos que exigem maior atenção durante a estação.
Como os sintomas das principais viroses respiratórias são semelhantes — incluindo febre, tosse, dor de garganta, coriza e congestão nasal — o diagnóstico laboratorial é considerado essencial para identificar o agente causador e direcionar o tratamento mais adequado.
Além da realização de exames, especialistas recomendam medidas simples para reduzir os riscos, como manter boa hidratação, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, evitar exposição à fumaça, queimadas e poeira, manter os ambientes ventilados e seguir corretamente o tratamento de doenças respiratórias já existentes.
A vacinação também continua sendo uma das principais formas de prevenção contra complicações, internações e mortes causadas por vírus respiratórios, especialmente entre os grupos mais vulneráveis. A orientação é manter o calendário vacinal atualizado e procurar atendimento médico diante da persistência ou agravamento dos sintomas.
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