
A Frísia Cooperativa Agroindustrial está estudando a viabilidade do cultivo de mamona no Tocantins como uma nova opção para ampliar a renda dos produtores rurais e diversificar a produção agrícola no estado. A iniciativa faz parte da estratégia da cooperativa de identificar culturas capazes de se adaptar às características do solo e do clima tocantinenses, oferecendo novas oportunidades de negócio aos cooperados.
Como parte desse processo, representantes da Frísia realizaram, em julho, uma visita técnica ao município de Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia, um dos principais polos produtores da cultura. A equipe conheceu todas as etapas da cadeia produtiva da mamona, desde a produção no campo até os aspectos logísticos, comerciais e industriais que envolvem a atividade.
Durante a agenda, os profissionais visitaram empresas responsáveis pelo desenvolvimento de sementes e propriedades rurais que são referência no cultivo da oleaginosa. O objetivo foi reunir informações técnicas que ajudem a avaliar o desempenho da cultura em condições semelhantes às encontradas em parte das áreas agrícolas do Tocantins.
Segundo a cooperativa, um dos principais pontos observados foi que a mamona exige alto nível de tecnologia e manejo adequado para alcançar boa produtividade. A avaliação também identificou desafios relacionados à colheita, que depende de equipamentos específicos ainda pouco disponíveis no mercado.
Além da tecnologia empregada no cultivo, a Frísia analisa fatores como adaptação das variedades ao clima local, custos de produção, logística de transporte, tributação, mercado consumidor e rentabilidade. Esses estudos servirão de base para definir se a cultura poderá ser recomendada aos produtores do estado.
De acordo com o coordenador comercial da Frísia no Tocantins, Moacir de Oliveira, a cooperativa busca alternativas que aumentem a segurança econômica das propriedades rurais.
"Nosso objetivo é identificar culturas que se adaptem às condições do Tocantins e possam gerar mais rentabilidade, diversificação e segurança para os cooperados. Antes de qualquer recomendação, realizamos uma análise técnica detalhada para garantir que a atividade seja realmente viável", afirma.
O interesse pela mamona também está ligado às características de regiões do Tocantins onde a irregularidade das chuvas e a predominância de solos arenosos ou cascalhentos dificultam o desempenho de algumas culturas tradicionais. Nesse cenário, a oleaginosa surge como uma possibilidade para ampliar o aproveitamento dessas áreas.
A cooperativa informou que os estudos continuarão nos próximos meses. Áreas experimentais já implantadas no Tocantins serão acompanhadas até a colheita, enquanto novas análises sobre manejo, produtividade e mercado serão realizadas em parceria com empresas do setor. Os resultados definirão o potencial da mamona como mais uma alternativa para fortalecer o agronegócio tocantinense.
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