
As irmãs Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro participam nesta terça-feira (22) de uma audiência de instrução do processo que apura a morte da própria mãe, a empresária Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, em Peixe, no sul do Tocantins. A etapa ocorre antes de uma eventual decisão da Justiça sobre o prosseguimento da ação penal.
Deise foi morta a facadas em dezembro de 2025, em uma área rural próxima à Vila Quixaba. Após ser dada como desaparecida, o corpo da empresária foi localizado no Rio Santa Teresa, no dia 1º de janeiro de 2026.
Segundo a investigação da Polícia Civil, a morte teria sido motivada por conflitos envolvendo patrimônio, o controle de uma fábrica da família e o processo de divórcio da empresária. O Ministério Público do Tocantins denunciou quatro familiares pelo caso: as duas filhas, o marido da vítima, José Roberto Ribeiro, e o genro, Mateus Viana de Oliveira.
Um dos elementos apontados pela investigação envolve um celular adquirido em nome de Deise. Conforme a Polícia Civil, o aparelho teria sido utilizado pelas filhas para enviar mensagens a familiares como se fossem da própria empresária.
A estratégia, segundo os investigadores, teria como objetivo criar a impressão de que Deise havia deixado a região por vontade própria e, dessa forma, dificultar ou retardar as buscas pelo paradeiro dela.
A investigação também utilizou dados de torres de telefonia e registros de conexões de internet. Segundo a Polícia Civil, as informações técnicas indicaram que Déborah e Roberta estavam na região no período em que o crime teria ocorrido.
José Roberto Ribeiro, marido de Deise, também foi preso durante as investigações, em fevereiro. Ele, porém, não é apontado pela Polícia Civil como participante da execução do assassinato.
Segundo a investigação, o marido teria praticado ações para dificultar o trabalho policial, entre elas a exclusão de mensagens e a ocultação do veículo que teria sido utilizado para transportar o corpo da vítima.
José Roberto deixou a prisão em abril e responde ao processo em liberdade.
Além dele, o genro Mateus Viana de Oliveira também integra o grupo de denunciados pelo Ministério Público.
A audiência desta terça-feira faz parte da fase de instrução do processo, quando são produzidas e analisadas provas antes de uma eventual decisão judicial sobre o andamento da ação penal.
Até o momento, as acusações apresentadas pela investigação ainda serão submetidas à análise da Justiça. A responsabilidade criminal de Déborah, Roberta, José Roberto e Mateus somente será definida ao final do processo, conforme as provas e as decisões judiciais.
As defesas dos investigados não haviam se manifestado até a publicação desta matéria.
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