
Na casa do adversário, sob o peso da história e o olhar do mundo, o futebol feminino viveu um capítulo que nunca mais será esquecido. O primeiro Mundial de Clubes Feminino não foi apenas uma final: foi um manifesto. De um lado, o Arsenal, gigante europeu, empurrado por sua torcida. Do outro, o Corinthians, carregando nos ombros a alma do futebol sul-americano e a bravura de quem nunca se curva.
As Brabas começaram atrás no placar, mas nunca atrás em coragem. Caíram e levantaram. Foram feridas, mas responderam. Empataram uma vez, empataram de novo. Cada gol do Corinthians era um grito que atravessava oceanos, um lembrete de que ali havia um time que se recusava a aceitar o destino escrito por outros. Levaram a decisão para a prorrogação porque esse é o DNA corinthiano: lutar até o último segundo, mesmo quando tudo parece pesar contra.
No fim, o Arsenal ergueu a taça e entrou para a história como o primeiro campeão mundial. Mas o Corinthians saiu gigante. Saiu maior do que o placar. Saiu eterno. Porque há derrotas que não diminuem, elas consagram. As Brabas escreveram seu nome na história do futebol mundial com garra, coragem e identidade, mostrando que o futebol feminino da América do Sul tem voz, tem força e tem futuro.
Perderam o título, mas ganharam o mundo. E a história, essa, jamais esquecerá.
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