
Era uma final desigual no papel, mas o futebol nunca foi escrito apenas por cifras. De um lado, o Flamengo, dono do maior orçamento e do elenco mais caro do Brasil. Do outro, o Corinthians, carregando no peito algo que não se compra: identidade, entrega e alma.
Quando a bola rolou, a lógica financeira ficou pequena diante da vontade. O Timão jogou como quem entende o peso da decisão, transformando cada disputa em resistência e cada avanço em coragem. Gabriel Paulista abriu o caminho com um gol que simbolizou mais do que vantagem no placar: foi a afirmação de um time que se recusa a se curvar ao poder do dinheiro. Yuri Alberto, com frieza e oportunismo, selou o 2 a 0 com um golaço e incendiou a Fiel.
O Flamengo tentou impor sua força, sua qualidade individual, seu elenco milionário. Mas encontrou um Corinthians organizado, intenso e disposto a lutar até o último segundo. Em tarde de Supercopa, venceu quem acreditou mais, correu mais e jogou junto.
No apito final, o placar dizia Corinthians 2, Flamengo 0. Mas a história contava algo maior: que nem sempre o time mais caro é o mais forte. O Corinthians venceu a Supercopa mostrando que grandeza se constrói com coragem, não com orçamento. A fiel torcida, que deu show nas arquibancadas e em todo o Brasil, festeja mais essa conquista! ??
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