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Cidade sem Risco é tema de campanha nacional

A 9ª edição da campanha #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco, realizada pela Secretaria Nacional de Políticas Públicas e pelo Programa Cemaden ...

09/02/2026 às 20h35
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Leandro Vaz_MCID
Leandro Vaz_MCID

Em um país onde enchentes, deslizamentos e ondas de calor extremo têm se tornado mais frequentes, a prevenção é uma agenda permanente de proteção à vida. É com esse foco que a 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco entra em campo para mobilizar escolas, educadores, comunidades e iniciativas populares em ações de educação para a redução de riscos de desastres em territórios vulneráveis.

A campanha é realizada pela Secretaria Nacional de Periferias (SNP) e pelo Programa Cemaden Educação, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Cemaden, do Ministério das Cidades (MCID), do Ministério da Educação (MEC), SECADI e uma articulação interministerial do Governo Federal. A iniciativa integra políticas públicas de educação, ciência e desenvolvimento urbano e reforça a prevenção como eixo estruturante de justiça climática — especialmente nas periferias, onde os impactos da crise climática se manifestam de forma mais intensa e desigual.

Ao reconhecer que os desastres não são naturais, pois seus impactos ocorrem quando não se enfrentam vulnerabilidades sociais, territoriais e institucionais, a campanha contribui para qualificar o debate público e fortalecer uma cultura de prevenção baseada em educação, informação e organização coletiva. O enfoque dialoga diretamente com a agenda de justiça climática, ao evidenciar que os eventos extremos afetam de forma desproporcional populações historicamente vulnerabilizadas.

Samia Sulaiman, coordenadora de Articulação e Parcerias da Secretaria Nacional de Periferias, destaca que a prevenção precisa ser permanente: "Investir em educação para a redução de riscos é investir em vidas e fomentar cidades mais justas. A prevenção precisa estar no centro das políticas públicas, especialmente nos territórios onde os efeitos da crise climática são mais severos"

Nesta edição, a Campanha, de abrangência nacional, e que irá impactar diretamente cerca de 30 mil estudantes, tem atuado de forma prioritária em 23 municípios de diversas regiões do país, definidos a partir de critérios técnicos de risco socioambiental. As ações incluem a formação de mobilizadores escolares e territoriais, educadores e facilitadores municipais, além do desenvolvimento de atividades pedagógicas, projetos de ciência cidadã e iniciativas de sensibilização comunitária.

Campanha de campanhas

Com o tema "Cidades sem Risco", a edição 2025–2026 adota o conceito de "campanha de campanhas". A iniciativa estimula que escolas, coletivos, universidades, organizações sociais, Núcleos Comunitários de Defesa Civil e iniciativas populares criem uma campanha em sua comunidade, adaptada aos riscos e às especificidades de cada território.

Entre os principais eixos estão a formação continuada, com oferta gratuita de cursos e trilhas formativas que somam 120 horas, a disponibilização de materiais educativos para uso em sala de aula e em espaços comunitários, além da realização de jornadas pedagógicas, webinários/encontros online e ações presenciais nos territórios. Os conteúdos abordam educação ambiental climática, redução de riscos de desastres, leitura do território, justiça climática e ciência cidadã, conectando conhecimento científico à realidade local.

A campanha nacional funciona como um guarda-chuva metodológico e institucional, oferecendo formação, materiais educativos, orientações e visibilidade para que as ações locais sejam fortalecidas, ganhem escala, articulação em rede e reconhecimento público.

Para Rachel Trajber, do Cemaden Educação, o conceito amplia o alcance da prevenção: "Chamamos de Campanha de Campanhas porque, quando escolas, organizações e comunidades ativam sua potência de agir, reconhecem seus riscos, mobilizam sua gente, elas criam caminhos de proteção. Cada campanha nasce onde o problema acontece — e onde as soluções podem tornar o território mais seguro, sustentável e resiliente. A ação é coletiva, não dá para enfrentar a crise climática sozinho"

A partir de abril, estarão abertas as inscrições das campanhas nas comunidades, o que permitirá mapear e reconhecer as experiências desenvolvidas por escolas e comunidades em todo o país, fortalecendo a troca de aprendizados e a replicação de ações preventivas.

Mais do que uma ação pontual, a Campanha #AprenderParaPrevenir: Cidades sem Risco propõe uma mudança de cultura: agir antes para salvar vidas, com foco na prevenção, por meio da educação, da comunicação e da organização coletiva. Ao transformar conhecimento em ação, a iniciativa reafirma que enfrentar a mudança do clima e prevenir desastres é proteger vidas e garantir o direito à cidade.

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