22°C 29°C
Palmas, TO

Bastidores das quadrilhas juninas viram tema de produção especial no Tocantins

Com registros feitos ao longo de um ano, o documentário evidencia o processo criativo, os ensaios e os desafios enfrentados por quadrilhas juninas em diferentes regiões do país

25/02/2026 às 12h33 Atualizada em 25/02/2026 às 14h48
Por: Vitthor Rodrigues
Compartilhe:
Documentário “O Mês Mais Longo do Ano” é viabilizado pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com recursos da Lei Paulo Gustavo - Foto: Elton Abreu/Governo do Tocantins
Documentário “O Mês Mais Longo do Ano” é viabilizado pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com recursos da Lei Paulo Gustavo - Foto: Elton Abreu/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e com recursos da Lei Paulo Gustavo, viabilizou a produção do documentário O Mês Mais Longo do Ano. A obra lança um olhar sobre o tempo estendido das quadrilhas juninas, um ciclo que começa logo após o fim das apresentações e atravessa meses de criação, ensaios e organização até alcançar o ápice no mês de junho. Dirigido pelo cineasta Nival Correia, o longa-metragem foi contemplado pelo Edital nº 23/2023 – Audiovisual Tocantins 2023. O trailer pode ser conferido aqui.

Gravado em cinco capitais: Palmas, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, o filme acompanha cinco quadrilhas juninas desde o momento em que começam a pensar o novo tema até as apresentações no período de festas. A produção revela bastidores, processos criativos e o envolvimento de diferentes profissionais, como marcadores, coreógrafos, figurinistas, cenógrafos, maquiadores, músicos, noivos e rainhas juninas.

A ideia do documentário nasceu da vivência do diretor com o movimento junino em Palmas. Ao comentar sobre a motivação para produzir o longa, Nival Correia explicou que acompanha as quadrilhas desde que chegou à Capital, na década de 1990, e percebeu a necessidade de registrar essa trajetória. “Eu sou profundo conhecedor de quadrilha junina desde quando eu cheguei aqui em Palmas, em 93. Hoje, como cineasta, eu vi que seria bom contar a história das quadrilhas juninas, porque é o ano todo que elas trabalham, pensando, criando, produzindo, apresentando e correndo atrás das apresentações”, afirma.

Segundo o diretor, o registro foi feito desde o início do processo. “Nós retratamos desde a criação da quadrilha, a criação do figurino, das músicas, das coreografias, como compram os materiais, quem trabalha, quem corta, quem coloca os brilhos. Trabalhamos com as equipes de produção, assistimos aos ensaios e às apresentações. Não foi só o ensaio ou só a apresentação, foi desde a fase inicial”, destacou.

O projeto foi viabilizado com recursos de Políticas Públicas. Para Nival Correia, o investimento foi fundamental para que a produção pudesse alcançar a dimensão proposta. “Foi importantíssimo o investimento feito pela Lei Paulo Gustavo, através do Governo do Estado do Tocantins e do Ministério da Cultura, porque foi uma das primeiras vezes que se teve um documentário como esse retratando a vida do quadrilheiro, desde o brincante, o criador, quem dança, quem puxa a quadrilha, a rainha, os noivos, o marcador, o cenógrafo, o maquiador, o figurinista, o público, os jurados e os coordenadores dos eventos. Todas essas pessoas foram ouvidas”, ressaltou.

A produção exigiu acompanhamento contínuo, já que o ciclo junino se estende por praticamente todo o ano. O diretor explica que as gravações começaram ainda na fase de definição das novas temáticas. “Um dos principais desafios é que a gente tem que gravar o ano todo. Quando uma quadrilha termina de apresentar em julho, no mês seguinte já está pensando na próxima temática. Então começamos desde o pensamento da temática até o ápice, que é no mês de junho. É preciso ter calma e cautela para captar todo esse conhecimento”, pontuou.

Sobre a circulação da obra, o cineasta informou que, neste momento, apenas o trailer está amplamente divulgado, pois o filme será inscrito em festivais nacionais e internacionais, que exigem ineditismo para participação. “O filme será enviado para festivais de documentários a nível nacional e internacional. Os festivais não permitem que esteja disponível em outros canais por causa do ineditismo. A gente tem a certeza de que é um material bem feito e queremos que as pessoas conheçam melhor esse trabalho”, concluiu.

Nival Correia é ator, diretor, produtor cultural e cineasta, com atuação em séries, longas-metragens, curtas-metragens e videoclipes - Andrey Moriish
Documentário foi gravado em cinco capitais: Palmas, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza - Elton Abreu/Governo do Tocantins
Documentário será inscrito em festivais nacionais e internacionais - Elton Abreu/Governo do Tocantins
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Palmas, TO
28°
Chuva

Mín. 22° Máx. 29°

31° Sensação
3.09km/h Vento
70% Umidade
100% (23.15mm) Chance de chuva
06h16 Nascer do sol
18h36 Pôr do sol
Qui 27° 20°
Sex 24° 21°
Sáb 26° 21°
Dom 23° 21°
Seg 26° 21°
Atualizado às 15h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,13 -0,47%
Euro
R$ 6,06 -0,22%
Peso Argentino
R$ 0,00 -2,86%
Bitcoin
R$ 377,653,66 +8,43%
Ibovespa
191,413,90 pts -0.04%
Lenium - Criar site de notícias