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Polícia Civil do Tocantins deflagra operação Fluxo Oculto contra suposto esquema de fraudes e lavagem de capitais

Diligências foram cumpridas no Tocantins e no Maranhão e apuram prejuízo estimado em R$ 2,5 milhões

26/02/2026 às 13h55
Por: Vitthor Rodrigues
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Suposto esquema teria sido estruturado por um ex-representante comercial, de 35 anos, ligado às tratativas com produtores rurais - Foto: SSP/Governo do Tocantins
Suposto esquema teria sido estruturado por um ex-representante comercial, de 35 anos, ligado às tratativas com produtores rurais - Foto: SSP/Governo do Tocantins

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (Dracco) e da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deic) de Palmas, deflagrou nesta quinta-feira, 26, a operação Fluxo Oculto, com o objetivo de apurar suposta prática dos crimes de falsificação de documento particular, estelionato e lavagem de capitais. As diligências foram realizadas de forma simultânea nos estados do Tocantins e do Maranhão.

A investigação teve início após comunicação formal feita por uma indústria do ramo do agronegócio, com atuação no setor de commodities agrícolas, que relatou a existência de negociações e instrumentos contratuais supostamente firmados em seu nome, mas sem a devida legitimidade, resultando em pagamentos indevidos e prejuízos relevantes.

Conforme investigado, o suposto esquema teria sido estruturado por um ex-representante comercial, de 35 anos, ligado às tratativas com produtores rurais. Também é investigada uma advogada, de 30 anos. Há indícios do uso de documentos com assinaturas contestadas, comunicações eletrônicas simuladas e estratégias de dissimulação patrimonial.

Entre os elementos em investigação está um contrato de compra e venda de soja com indícios de assinatura não reconhecida, além de instrumentos de cessão de crédito que teriam favorecido o desvio de valores. Empresas privadas também aparecem como destinatárias de recursos, incluindo pessoa jurídica com relação direta com investigada. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Ainda de acordo com as investigações, foram identificados indícios de aquisição de bens de alto valor, entre eles imóveis e veículos, com possível ocultação ou dissimulação de patrimônio, hipótese associada à apuração de lavagem de dinheiro.

No âmbito da investigação, também foram representadas medidas cautelares como mandados de busca e apreensão, restrição de veículos e bloqueio de imóveis. Em Palmas, as diligências ocorreram em endereço vinculado aos investigados, ocasião em que foi apreendida uma caminhonete avaliada em cerca de R$ 260 mil. Já em Balsas, no Maranhão, a equipe cumpriu mandado em local relacionado a empresa citada na investigação, onde foram apreendidos objetos de interesse e um veículo de menor porte.

O delegado responsável pelas investigações, Wanderson Chaves de Queiroz, informa que os documentos e aparelhos eletrônicos apreendidos passarão por perícia técnica. “O material será analisado para identificar a origem e o destino dos recursos, bem como esclarecer a participação de cada investigado na estrutura financeira apurada. As investigações prosseguem e, após a conclusão das perícias e demais diligências, o inquérito será finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário”.

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