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Conflito no Irã não deve afetar exportações da Petrobras, diz diretor

Presidente da empresa considera o cenário de extrema volatilidade

06/03/2026 às 18h27
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
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© Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e seus desdobramentos no Oriente Médio não deverão afetar as exportações da Petrobras para a Índia, China e Coreia, que não utilizam rotas que estejam ameaçadas pela guerra no Oriente Médio.

A análise foi feita nesta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, pelo diretor de Logística, Comercialização e Mercados da companhia, Claudio Romeo Schlosser, durante coletiva à imprensa. “Não vejo risco à exportação de petróleo”, disse Schlosser.

Segundo ele, a importação de óleo específico para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) a cada três meses, da ordem de 100 barris/dia, poderá ser feita pelo Estreito de Ormuz, pelo Mar Vermelho ou por porto no norte do Mar Mediterrâneo, razão pela qual avaliou que a “previsão é sem risco”. Schlosser não está vendo nenhuma ameaça do conflito à importação.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, por sua vez, admitiu que o cenário é de extrema volatilidade, com o preço do petróleo tanto podendo atingir US$ 180 o barril, como US$ 53 o barril. Segundo ela, a Petrobras tem que ser resiliente para enfrentar qualquer cenário que possa acontecer.

Magda comparou o momento atual externo com o da epidemia da Covid-19, quando houve corrida da população aos supermercados diante da ameaça de faltar papel higiênico, o que acabou não ocorrendo. Segundo ela, não há lógica econômica nenhuma na possibilidade de o botijão de gás de cozinha, por exemplo, atingir preços extraordinários.

“É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, disse.

E recomendou: “Vamos viver um dia depois do outro, com a noite no meio”.

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Lucro

Em relação ao lucro líquido de R$ 110,1 bilhões registrado em 2025 , com aumento de quase 200% sobre o resultado de 2024 (R$ 36,6 bilhões), a presidente considerou que foi um “resultado espetacular” que reflete a disciplina de capital, a efetividade do trabalho da companhia, com melhoria da eficiência, celeridade, lógica empresarial e produção e entrega de produtos de forma verticalizada.

Ela destacou que a Petrobras mostrou resiliência, tendo em vista que o preço do petróleo Brent no mercado internacional, em 2025, saiu de mais de US$ 80 o barril, chegando a US$ 59 o barril. Mesmo assim, a companhia “entregou esse resultado, superando todas as metas”.

Magda Chambriard destacou que, em 2025, um dos fatores que contribuíram para o aumento de 11% da produção de óleo e gás foi a entrada em operação e o aumento da capacidade da FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) Almirante Tamandaré de 225 mil barris/dia para 270 mil barris/dia.

Essa é a meta da presidente para outras três plataformas que estão em construção em Singapura.

A primeira deverá chegar ao Brasil em agosto e a segunda, ainda este ano, com projeção de começar a produzir no primeiro semestre de 2027.

“Nós vamos seguir acelerando as entregas, com muita parceria interna entre as equipes da Petrobras”, afirmou.

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