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Escola de Palmas alcança destaque nacional em Olimpíada de História e Cultura Afro-brasileira

Entre as atividades, a escola produziu um podcast, abordando as leituras, as reflexões sobre a vida da escritora Carolina Maria de Jesus e a análise sobre a importância social, econômica e ambiental dos catadores de materiais recicláveis

12/03/2026 às 11h53
Por: Vitthor Rodrigues
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Professora Maíra e alunas felizes com o resultado alcançado Foto: Divulgação/Seduc/Governo do Tocantins
Professora Maíra e alunas felizes com o resultado alcançado Foto: Divulgação/Seduc/Governo do Tocantins

Uma equipe da Escola Estadual Setor Sul, de Palmas, ficou em 1º lugar na classificação estadual e na 11ª colocação na classificação geral da Olimpíada Brasileira de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena (Obereri). A equipe é formada pelas professoras Maíra Lopes Pedroso, que leciona Sociologia, e Elanne Gabriela Oliveira de Aguiar, de História, e pelos estudantes Geovana Rafaela Botelho dos Santos, Lara Rafaela Martins de Souza, Wantony Kalebe Silva Conceição, Isadora Silva Gonçalves e Leticia Aguiar, que estão cursando a 3ª série do ensino médio. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), incentiva as escolas a participarem das olimpíadas científicas e desenvolve o projeto Poder Afro, iniciativa de combate ao racismo e promoção de educação antirracista.

A escola participou das etapas da olimpíada com a resolução de questões de múltiplas escolhas, um estudo de caso, que a escola optou por desenvolver um trabalho sobre a mineração em território indígena e por último produziu um podcast sobre a escritora Carolina Maria de Jesus. Por meio da história de Carolina, os estudantes puderam fazer uma análise sobre a sua vida e os seus escritos e olhar para a realidade na qual vivem. Além disso, o projeto proporcionou uma reflexão sobre a profissão dos catadores de materiais recicláveis, a sua importância social, o seu cuidado com o meio ambiente, o valor econômico do trabalho e a sua vulnerabilidade.

E de uma forma interdisciplinar, em um dos momentos de estudos, os estudantes escreveram cartas para Carolina, como forma de homenageá-la e de se lembrar de tantas outras mulheres que são mãe solo, que estão sem moradia e que vivem à margem da sociedade.

Percepções

“Nós estamos muito felizes pelo resultado alcançado e ainda mais por poder proporcionar uma bolsa de iniciação científica para um membro de nossa equipe, que dará continuidade às pesquisas relacionadas a essa temática durante todo o ano de 2026, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nossa escola participou com três equipes, sendo que duas delas chegaram à fase final da olimpíada e todas serão contempladas com medalhas. E a escola receberá o Selo de Escola Antirracista, reconhecendo o trabalho que toda a equipe da Escola Setor Sul tem se empenhado em desenvolver”, contou a professora Maíra.

A professora Elanne ressaltou as aprendizagens. “Os estudantes ficaram encantados com a história de Carolina. Após muitas leituras e conversas, percebemos que eles melhoraram a proficiência em leitura. Essa ação foi tão significativa para a escola que temos a satisfação de colher os resultados”, afirmou.

A estudante Lara Rafaela, 17 anos, falou de sua alegria com o resultado que o projeto alcançou. “Foi incrível receber essa notícia, em saber que a nossa escola ficou em 1º lugar no Tocantins. Isso nos deixou alegres e animados”, frisou.

A aluna Geovana comentou sobre a sua participação na olimpíada. “Foi uma experiência de muito aprendizado. Conhecemos o conceito de racismo ambiental e percebemos como ele também está presente nas cidades, especialmente nas periferias. O maior desafio foi relacionar a temática à realidade dos povos tradicionais. Nossa escola possui Selo Antirracista, e uma das ações desenvolvidas nesse sentido acabou nos inspirando na construção do projeto. O trabalho em equipe e a pesquisa orientada pela professora Maíra foram fundamentais para o desenvolvimento do projeto e para o sucesso em cada etapa”, esclareceu.

Geovana também ressaltou a importância da premiação. “Eu não imaginava alcançar essa posição. Isso representa muito para mim e para minha família. Receber a bolsa é um grande incentivo para continuar me dedicando aos estudos, assim como meus amigos. Em especial a Lara Raphaela, com quem apresentei o podcast na etapa final. Essa conquista também representa elevar o nome da Escola Estadual Setor Sul, onde somos constantemente incentivados pelos professores a participar de olimpíadas e a buscar a transformação da nossa realidade”, enfatizou.

Projeto Poder Afro

O Governo do Estado desenvolve o projeto Poder Afro, que tem o objetivo de fortalecer estratégias de combate ao racismo nas escolas, promovendo o respeito às diferenças e a inclusão.

Por meio do projeto, a Seduc promoveu formações para professores, produziu o material Minha África Brasileira e Povos Indígenas, que foi distribuído em todas as escolas estaduais do ensino médio, visando auxiliar no ensino de história e culturas africanas, afro-brasileira e indígena.

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