
Sentir cansaço constante, falta de energia ou dores musculares pode parecer apenas reflexo da rotina corrida. Em muitos casos, porém, esses sinais estão ligados à deficiência de vitamina D, um problema mais comum do que se imagina no Brasil. Um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia e publicado no Journal of the Endocrine Society aponta que 15,3% dos brasileiros avaliados apresentam deficiência do nutriente e outros 50,9% níveis considerados insuficientes, mesmo durante o verão.
Essencial para o funcionamento do organismo, a vitamina D participa da saúde dos ossos e músculos, atua na imunidade e também influencia o equilíbrio do sistema neurológico. Quando está em baixa, o corpo pode responder com fadiga persistente, fraqueza muscular, maior propensão a infecções e alterações de humor.
Mesmo em estados com alta incidência solar, como o Tocantins, o problema pode passar despercebido. Rotina em ambientes fechados, pouco tempo de exposição ao sol e alimentação desequilibrada são fatores que contribuem para a redução dos níveis do nutriente no organismo.
“Existe a ideia de que quem vive em regiões ensolaradas dificilmente terá deficiência de vitamina D, mas isso não é necessariamente verdade. Muitas pessoas passam a maior parte do dia em ambientes fechados e acabam tendo pouca exposição solar efetiva”, explica o médico Dra. Caroline Moraes Feitosa, do Posto de Atendimento Médico (PAM).
Além do impacto na disposição diária, a deficiência também pode afetar a mobilidade e a qualidade de vida, especialmente entre idosos. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de São Carlos em parceria com a University College London mostrou que pessoas com baixos níveis do nutriente têm 22% mais risco de apresentar lentidão na caminhada, condição associada a quedas, hospitalizações e perda de independência.
“Quando sintomas como cansaço frequente, fraqueza muscular ou baixa imunidade se tornam recorrentes, o ideal é procurar avaliação médica. Com exames laboratoriais simples é possível identificar a deficiência e indicar a reposição adequada”, orienta o especialista.
Em Palmas e Araguaína, o Posto de Atendimento Médico (PAM) orienta que pacientes com sintomas persistentes busquem avaliação médica. Após consulta e exames, quando há indicação clínica, o PAM realiza a reposição de vitaminas e medicações por via endovenosa, contribuindo para um tratamento mais rápido e seguro da deficiência de vitamina D.
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