A CPI do Crime Organizado se reúne na terça-feira (24), a partir das 9h, para ouvir Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central.
Servidor afastado do BC, Belline é alvo da investigação da Polícia Federal que apura o esquema de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Ele chefiou o Desup (setor responsável pela supervisão direta das instituições financeiras que atuam no Brasil) entre 2019 e 2024.
Os requerimentos para a convocação de Belline ( REQs 232/2026 e 239/2026 ) foram apresentados pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Alessandro Vieira (MDB-SE). Na justificativa, Alessandro, que é relator da CPI, destaca a decisão do ministro do STF, André Mendonça, na investigação da Operação Compliance Zero, que investiga o Master.
“Há indícios da existência de estrutura organizada voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de justiça, envolvendo pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao conglomerado financeiro Banco Master e a agentes públicos que teriam atuado em benefício dos interesses do grupo investigado”, afirma Alessandro.
Em outro requerimento, Humberto Costa defende que cabe à comissão investigar a atuação do crime organizado em órgãos públicos, como o Banco Central:
“É importante esclarecer que essa convocação não exorbita os limites do plano de trabalho desta CPI, que estabelece como escopo o ingresso do crime organizado nos mercados aparentemente lícitos, fenômeno conhecido como ‘novos ilegalismos”, argumenta.
Na mesma reunião, a CPI vai ouvir a jornalista investigativa Cecília Olliveira, fundadora do Instituto Fogo Cruzado. O convite à profissional também foi apresentado por Alessandro Vieira ( REQ 7/2025 ).
O relator explica que os trabalhos da jornalista revelam aspectos importantes das facções — como lideranças, métodos e conexões —, trazendo informações independentes essenciais que não constam em relatórios oficiais.
“Para além das informações oficiais e dos dados de inteligência providos pelas autoridades públicas, é fundamental que este colegiado tenha acesso ao conhecimento acumulado por profissionais da imprensa que dedicaram anos de suas carreiras à cobertura especializada da área de segurança pública e à investigação jornalística do crime organizado”, destaca.
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