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Palmas leva debate antirracista a mais de 1,2 mil estudantes da rede pública

Projeto África em Nós promove diálogo sobre racismo, respeito e direitos humanos nas escolas

23/03/2026 às 09h06 Atualizada em 23/03/2026 às 09h09
Por: Vitthor Rodrigues
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), tem levado palestras antirracistas a estudantes da rede pública da Capital por meio do projeto ‘África em Nós’, desde quinta-feira, 5. Até sexta-feira, 27 de março, cerca de 1,2 mil alunos participaram das atividades, realizadas em seis unidades de ensino, com média de 200 estudantes por escola.

A ação já contemplou a Escola Municipal de Tempo Integral (ETI) Anísio Teixeira, Escola Municipal Jorge Amado, Escola Municipal Maria dos Reis, Colégio Estadual São José, Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Professora Jucélia Garbelini e o Centro de Ensino Médio (CEM) Castro Alves. As atividades são conduzidas pelo palestrante Aires Panda. "O racismo ainda atravessa o cotidiano dos estudantes, muitas vezes de forma naturalizada. Nosso papel aqui é provocar reflexão e incentivar o respeito desde cedo”, afirmou o angolano naturalizado brasileiro e residente em Palmas há mais de 20 anos.

O projeto propõe um espaço de escuta e diálogo com estudantes sobre temas como racismo estrutural, bullying, identidade racial e os impactos das desigualdades históricas na sociedade brasileira. As atividades são realizadas em formato de roda de conversa, com estímulo à participação dos alunos.

Professor do CEM Castro Alves, Cássio Alexandre destacou a relevância da atividade para o ambiente escolar. “A palestra foi muito significativa porque abordou questões centrais para a escola, como o bullying e o racismo estrutural. Reforça conteúdos que já trabalhamos em sala, especialmente nas aulas de história, ao tratar da formação da sociedade brasileira e da valorização da população negra. A abordagem também chama atenção para situações que, muitas vezes, são tratadas como brincadeiras, mas que podem causar impactos duradouros na autoestima dos estudantes”, avaliou.

O docente também ressaltou a metodologia adotada durante a atividade. “Houve bastante participação dos alunos, com questionamentos sobre identidade racial, como o que significa ser pardo ou negro. A dinâmica proposta contribuiu para a reflexão sobre o poder das palavras e tornou o momento ainda mais significativo para o processo de aprendizagem”, completou.

Para o secretário municipal de Igualdade Racial e Direitos Humanos, José Eduardo de Azevedo, a iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à promoção da equidade racial no ambiente escolar. “Levar o debate sobre o racismo para dentro das escolas é uma estratégia fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. O projeto África em Nós contribui para formar estudantes mais conscientes, fortalecendo o respeito às diferenças e o enfrentamento às diversas formas de discriminação desde a base educacional”, afirmou.

A Seirdh informa que a agenda do projeto seguirá ao longo do mês, com novas visitas a unidades escolares da Capital. Instituições interessadas em receber a atividade podem entrar em contato com a secretaria através do instagram ou do e-mail seirdh.palmas@gmail.com para agendamento.

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