A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24), a Operação Nêmesis, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de atuar na cobrança ilegal de dívidas, utilizando ameaças, intimidação armada e juros abusivos.
A ação foi coordenada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC - Palmas) e resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva, seis de busca e apreensão e três de suspensão de funções públicas.
De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de praticar crimes como usura pecuniária, extorsão qualificada e associação criminosa. Um empresário de 45 anos e sua mãe, de 65, teriam sido vítimas do esquema, sofrendo ameaças constantes para quitar empréstimos com juros elevados.
O caso teve início em Guaraí, onde o empresário contraiu a dívida. Ao longo de mais de dois anos, os valores cresceram significativamente, com cobranças mensais que chegavam a R$ 4 mil, tornando impossível a quitação do débito.
Mesmo após vender o próprio estabelecimento na cidade, a vítima não conseguiu encerrar a dívida. Já em Palmas, onde passou a morar e abriu um novo comércio, as cobranças se intensificaram. Em fevereiro deste ano, o local foi invadido por indivíduos que exigiam o pagamento sob grave ameaça.
Entre os investigados estão três servidores públicos, sendo um contratado e dois efetivos. Segundo a Polícia Civil, eles teriam utilizado seus cargos para intimidar as vítimas. Em uma das ações, houve exibição de arma de fogo e ameaças diretas contra a mãe do empresário.
As apurações também apontam que um dos suspeitos chegou a simular o registro de ocorrência policial para pressionar o pagamento. O grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre liderança, logística e execução das cobranças.
Com base nas provas reunidas, como mensagens e registros audiovisuais, a Justiça determinou a prisão preventiva dos investigados, além de buscas em endereços ligados ao grupo, inclusive em repartições públicas. Três deles foram afastados das funções por 60 dias.
A operação contou com apoio de unidades especializadas, como a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (DENARC), Divisão Especializada de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DRCOT) e o Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE).
Segundo o delegado responsável, Wanderson Chaves de Queiroz, a operação representa uma resposta firme contra práticas criminosas que atentam contra a segurança e a dignidade das vítimas.
As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos no esquema.
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