
O Tocantins passou a integrar o grupo de estados brasileiros que disputam a oportunidade de receber a primeira unidade da rede internacional United World Colleges (UWC) na América do Sul, um projeto que pode colocar a educação tocantinense em evidência no cenário mundial.
Representando o Governo do Estado, o secretário-executivo da Secretaria da Educação, Marcus Tadeu Ribeiro, participa de uma missão internacional na Costa Rica, promovida pelo Consórcio Amazônia Legal. A agenda reúne gestores dos estados amazônicos para conhecer de perto o modelo educacional adotado pela UWC, reconhecido globalmente por formar jovens líderes comprometidos com a sustentabilidade, a cooperação internacional e a construção da paz.
A visita técnica permite aos representantes brasileiros acompanhar o funcionamento da instituição, sua estrutura acadêmica e as metodologias aplicadas na formação dos estudantes. A experiência servirá de base para discutir a implantação de uma unidade da rede na Amazônia brasileira.
Segundo Marcus Tadeu Ribeiro, o intercâmbio representa um passo decisivo para a construção do projeto. Ele destaca que conhecer a realidade da UWC é fundamental para avaliar como a proposta pode ser adaptada às características da região amazônica e fortalecer as oportunidades educacionais para os jovens brasileiros.
Caso seja escolhido para sediar o campus, o Tocantins poderá se tornar uma referência continental em educação internacional, atraindo estudantes de diversas nacionalidades e ampliando o intercâmbio cultural e acadêmico na região.
Presente em 18 países, a rede UWC é reconhecida por oferecer ensino de excelência a estudantes de diferentes origens, promovendo a convivência multicultural e o desenvolvimento de soluções para desafios globais. Além da possível instalação da unidade, a parceria com o Consórcio Amazônia Legal prevê uma série de benefícios para os estados participantes.
Entre as iniciativas previstas estão a concessão de bolsas de estudo para estudantes da Amazônia, programas de formação continuada para professores das redes públicas estaduais e a realização de cursos de curta duração voltados ao desenvolvimento sustentável e à inovação educacional.
A expectativa é que a escolha da futura sede represente um marco para a educação da região, ampliando oportunidades e fortalecendo a presença da Amazônia nos debates internacionais sobre desenvolvimento, sustentabilidade e formação de lideranças.
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