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Sífilis avança silenciosamente e acende alerta entre especialistas sobre aumento de casos

Infectologista destaca que a falta de prevenção e o diagnóstico tardio favorecem a disseminação da doença, que já preocupa autoridades de saúde em todo o país.

04/06/2026 às 08h00
Por: Sirleyva Braz
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O aumento dos casos de sífilis preocupa especialistas e reforça a importância do uso de preservativos e da realização de testes rápidos para diagnóstico precoce da doença. Foto: Divulgação
O aumento dos casos de sífilis preocupa especialistas e reforça a importância do uso de preservativos e da realização de testes rápidos para diagnóstico precoce da doença. Foto: Divulgação

O crescimento dos casos de sífilis no Brasil tem preocupado especialistas e reforçado a necessidade de ampliar as ações de prevenção e diagnóstico precoce. Dados recentes do Ministério da Saúde mostram que mais de 800 mil casos da doença foram registrados em gestantes entre 2005 e junho de 2025, evidenciando um cenário que especialistas classificam como uma epidemia persistente.

Além do aumento dos diagnósticos, outro dado chama atenção: a transmissão vertical da doença — quando a infecção é passada da mãe para o bebê durante a gestação — também apresentou crescimento em 2024, ampliando os riscos para a saúde materna e infantil.

A infectologista Rosângela Ribeiro, professora da Afya Unitpac, alerta que a sífilis continua sendo uma das infecções sexualmente transmissíveis mais preocupantes justamente por sua capacidade de evoluir sem sintomas evidentes.

“Em muitos casos, as primeiras lesões não causam dor e desaparecem espontaneamente, levando a pessoa a acreditar que está curada. Sem tratamento, ela continua transmitindo a doença e pode desenvolver complicações mais graves ao longo do tempo”, explica.

Segundo a especialista, a prevenção ainda é a principal ferramenta para conter o avanço da infecção. O uso correto de preservativos durante as relações sexuais e a realização periódica de exames são medidas fundamentais para reduzir a transmissão.

Ela destaca que os testes rápidos estão amplamente disponíveis na rede pública de saúde e permitem identificar não apenas a sífilis, mas também outras infecções como HIV, hepatites B e C, com resultados que podem ser obtidos em menos de meia hora.

Outro fator que contribui para a circulação da doença é a falta de tratamento simultâneo dos parceiros sexuais, o que favorece novas infecções mesmo após o início do acompanhamento médico.

Para ampliar o acesso à informação e aos cuidados preventivos, a Clínica Acadêmica da Afya Unitpac oferece atendimento gratuito em diversas especialidades. O ambulatório funciona de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia, inclusive para pacientes que procuram atendimento sem encaminhamento prévio. Os agendamentos podem ser realizados pelo telefone (63) 3342-0078.

Especialistas reforçam que informação, prevenção e diagnóstico precoce continuam sendo as armas mais eficazes para conter o avanço da sífilis e evitar consequências graves para a saúde da população.

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