
A promessa de conseguir financiamentos de alto valor com juros muito abaixo dos praticados no mercado terminou em prejuízo para três microempresários de Paraíso do Tocantins. A responsável pelo esquema, a contadora Dalila dos Santos Silva, de 37 anos, foi condenada pela Justiça a 5 anos e 10 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por estelionato.
Além da pena de reclusão, a sentença determinou que ela pague R$ 45 mil em indenizações às vítimas.
O caso foi investigado pela 63ª Delegacia de Polícia Civil e ganhou novos desdobramentos após a Operação Cavalo de Tróia, deflagrada em janeiro de 2026, quando Dalila foi presa.
De acordo com a investigação, a contadora abordava empresários com propostas de crédito consideradas altamente vantajosas. Para convencer as vítimas de que as negociações eram legítimas, ela teria utilizado indevidamente o nome da Agência de Fomento do Tocantins.
A partir daí, os empresários eram orientados a realizar pagamentos antecipados, apresentados como taxas necessárias para a liberação dos recursos.
O financiamento, no entanto, nunca era efetivado. As apurações apontaram que não existia qualquer solicitação ou procedimento em nome das vítimas junto à Agência de Fomento. Depois de receber os valores, a investigada ficava com o dinheiro.
Após a operação policial, outras pessoas procuraram a delegacia e disseram ter passado por situações semelhantes. Os novos relatos deram origem a outros procedimentos, que ainda serão analisados pela Vara Criminal da Comarca de Paraíso do Tocantins.
Dalila permanece atualmente em prisão domiciliar e aguarda o julgamento dos demais processos relacionados às novas denúncias.
A Polícia Civil reforça a orientação para que empresários e cidadãos tenham cautela diante de propostas de financiamentos ou investimentos com condições muito diferentes das normalmente oferecidas no mercado.
A exigência de pagamento antecipado para liberar crédito, principalmente quando acompanhada de promessa de juros muito abaixo dos valores praticados, deve ser considerada um sinal de alerta. A recomendação é confirmar diretamente com a instituição financeira se a proposta existe antes de entregar qualquer valor.
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