
A história e a memória de um dos movimentos mais marcantes da política brasileira ganharam um capítulo especial nesta semana em Palmas. A professora, pesquisadora e escritora Zoia Prestes, filha de Luís Carlos Prestes, visitou o Memorial Coluna Prestes, que passa pelos últimos ajustes de uma ampla reforma e deverá ser reinaugurado em breve.
Durante a visita, Zoia percorreu os ambientes do espaço cultural e acompanhou de perto as melhorias realizadas na estrutura, que tem a missão de preservar e divulgar a trajetória da Coluna Prestes e de seu principal líder. O encontro contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), responsáveis pelo acompanhamento das obras e pela preservação do patrimônio histórico.
A passagem da pesquisadora pela capital tocantinense ocorreu durante sua participação no II Seminário Internacional Comnectar, promovido pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins). Reconhecida nacionalmente por seus estudos sobre educação e pela difusão da teoria histórico-cultural de Lev Vigotski, Zoia também possui uma ligação afetiva com o memorial, tendo participado de sua inauguração há mais de duas décadas.
Emocionada ao retornar ao local, ela destacou o significado da homenagem prestada ao pai e a importância de manter viva a memória histórica para as novas gerações. A visita simbolizou o reencontro entre a história da família Prestes e um dos principais equipamentos culturais do Tocantins.
Para o secretário estadual da Cultura, Adolfo Bezerra, a presença de Zoia fortalece o papel do memorial como espaço de conhecimento, reflexão e valorização da história brasileira. Segundo ele, a revitalização permitirá que a população volte a frequentar o local com mais conforto e acesso a atividades educativas e culturais.
Projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, o Memorial Coluna Prestes é um dos marcos arquitetônicos de Palmas e guarda parte importante da história do movimento que percorreu o Brasil entre 1925 e 1927. Com a conclusão das obras, o espaço deverá retomar plenamente suas atividades de visitação, pesquisa e educação patrimonial, ampliando o acesso da sociedade a um patrimônio que conecta passado, identidade e cidadania.

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