
A manhã desta quarta-feira (10) foi marcada por mais um desdobramento das investigações que envolvem a gestão da saúde pública de Palmas. A secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, foi presa durante uma operação da Polícia Civil que apura supostas irregularidades relacionadas à terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital.
Além da secretária, um servidor ligado à pasta também foi detido. As equipes policiais ainda realizam buscas para localizar uma empresária apontada pelos investigadores como intermediadora das negociações envolvendo o contrato analisado. Até o momento, ela é considerada foragida.
O foco da investigação é um contrato estimado em aproximadamente R$ 139 milhões, firmado para a administração das unidades de saúde. O acordo chegou a ser suspenso pela Justiça do Tocantins, mas posteriormente foi restabelecido por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A operação desta quarta-feira é um desdobramento das apurações iniciadas nos últimos meses. No fim de maio, a Polícia Civil deflagrou a Operação Falsa Emergência, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra servidores públicos suspeitos de participação em possíveis irregularidades ligadas ao mesmo contrato.
As autoridades buscam esclarecer a legalidade do processo de contratação, além de identificar a eventual participação e responsabilidade dos envolvidos. Novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.
Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Palmas não havia se manifestado oficialmente sobre as prisões. A defesa da secretária também não foi localizada para comentar o caso.
As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos não estão descartados.
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