
Os animais de estimação conquistaram espaço nas famílias não apenas pelo carinho e companheirismo, mas também pelos benefícios que podem oferecer à saúde mental. A convivência com cães, gatos e outros pets tem sido associada à redução da ansiedade, do estresse e da sensação de solidão, além de contribuir para o equilíbrio emocional e a qualidade de vida.
Segundo a psicóloga e professora da Afya Porto Nacional, Faculdade de Ciências Médicas, Wilma Amorim, a relação entre humanos e animais provoca respostas fisiológicas e emocionais capazes de favorecer o bem-estar. A interação frequente com os pets pode reduzir os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, e estimular a liberação de ocitocina, substância ligada ao vínculo afetivo e à sensação de segurança.
Além do suporte emocional, os cuidados diários com o animal ajudam a estabelecer uma rotina mais organizada. Alimentação, passeios, brincadeiras e outros hábitos incentivam o engajamento em atividades, aspecto considerado importante para pessoas que enfrentam ansiedade, depressão ou outros transtornos emocionais.
A especialista ressalta que é importante diferenciar um animal de estimação de um animal de apoio emocional e de um cão de serviço. Enquanto os pets oferecem companhia e benefícios afetivos de forma natural, os animais de apoio emocional são indicados por profissionais de saúde para auxiliar pessoas com sofrimento psíquico. Já os cães de serviço recebem treinamento específico para executar tarefas relacionadas a deficiências físicas, sensoriais ou neurológicas.
Outro benefício destacado é a capacidade dos animais de estimular a socialização. Passeios em parques, encontros entre tutores e atividades ao ar livre favorecem novas interações, fortalecendo o sentimento de pertencimento e reduzindo o isolamento social.
Embora os pets possam representar um importante apoio emocional, Wilma Amorim reforça que eles não substituem psicoterapia, acompanhamento médico ou medicamentos quando esses tratamentos são necessários. Segundo a psicóloga, a convivência com animais funciona como um recurso complementar, capaz de potencializar os resultados do tratamento em casos como ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, isolamento social em idosos e dificuldades socioemocionais em crianças.
Antes de adotar um animal, porém, é fundamental avaliar fatores como disponibilidade de tempo, condições financeiras, rotina da família e as necessidades do próprio pet. O bem-estar deve ser garantido tanto para o tutor quanto para o animal, tornando essa relação saudável e benéfica para ambos.
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