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Cardiopatia congênita atinge milhares de bebês no Brasil e diagnóstico precoce pode salvar vidas

Doença está entre as malformações mais frequentes da infância; especialistas alertam para a importância do pré-natal e do Teste do Coraçãozinho nos primeiros dias de vida.

16/06/2026 às 15h00
Por: Sirleyva Braz
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Todos os anos, cerca de 30 mil bebês nascem com cardiopatia congênita no Brasil, uma condição que afeta a estrutura ou o funcionamento do coração desde o nascimento e que figura entre as malformações mais comuns da infância. Embora alguns casos sejam leves, outros exigem acompanhamento rigoroso e até intervenções nos primeiros meses de vida, tornando o diagnóstico precoce um fator decisivo para aumentar as chances de tratamento e qualidade de vida.

A data de 12 de junho, marcada como o Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, reforça a importância da informação e do acompanhamento médico desde a gestação. Em muitos casos, a doença pode ser identificada ainda no pré-natal, permitindo que a equipe de saúde se prepare para oferecer o cuidado necessário logo após o nascimento.

Segundo o cardiologista Dr. Henrique Furtado, a cardiopatia congênita engloba diferentes alterações cardíacas, com graus variados de gravidade. "Quando a identificação ocorre precocemente, é possível acompanhar o desenvolvimento da criança, definir o tratamento adequado e reduzir complicações que poderiam surgir sem o diagnóstico", explica.

Entre os principais exames utilizados para detectar a condição estão o ecocardiograma fetal, indicado em situações específicas durante a gravidez, e o Teste do Coraçãozinho, realizado nos recém-nascidos antes da alta hospitalar. O procedimento é simples, rápido e ajuda a identificar cardiopatias consideradas críticas, que necessitam de avaliação imediata.

Especialistas também orientam que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais como cansaço excessivo durante a amamentação, suor intenso, respiração acelerada, coloração arroxeada nos lábios ou dedos, sonolência fora do habitual e dificuldade para ganhar peso. Embora esses sintomas possam estar relacionados a outras condições, a avaliação médica é essencial para descartar ou confirmar problemas cardíacos.

Apesar do impacto emocional que o diagnóstico pode causar nas famílias, os avanços da medicina têm ampliado as possibilidades de tratamento. Dependendo do caso, o acompanhamento pode incluir apenas observação clínica, uso de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos, sempre com o objetivo de garantir mais saúde e qualidade de vida à criança.

A principal mensagem dos especialistas é clara: quanto mais cedo a cardiopatia congênita for identificada, maiores serão as chances de oferecer o tratamento adequado no momento certo e transformar o futuro de milhares de crianças.

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