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Influenciadora é alvo de operação por divulgar 'jogo do tigrinho'; Polícia Civil bloqueia apartamento e Hilux

Investigação aponta movimentação milionária, suspeita de lavagem de dinheiro e promoção de plataformas ilegais de apostas nas redes sociais.

26/06/2026 às 09h44 Atualizada em 26/06/2026 às 09h52
Por: Redação
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O nome da operação, “Sorte Falseada”, faz referência à falsa promessa de enriquecimento fácil /Foto: SSP-TO
O nome da operação, “Sorte Falseada”, faz referência à falsa promessa de enriquecimento fácil /Foto: SSP-TO

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), a Operação Sorte Falseada, que investiga uma influenciadora digital suspeita de promover plataformas ilegais de apostas conhecidas como "jogo do tigrinho" e de praticar lavagem de dinheiro.

A ação foi coordenada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas), com apoio da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Gurupi. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de veículo e medidas para obtenção de dados eletrônicos.

A investigada, identificada pelas iniciais E.M., é suspeita de utilizar o Instagram para divulgar plataformas de apostas on-line com promessas de ganhos financeiros aos seguidores.

Durante as buscas, os policiais também apreenderam aproximadamente R$ 8 mil em dinheiro, nove notas de dólar, cartões bancários e objetos pessoais./ Foto Divulgação SSP-TO

 

Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi instaurado em março de 2024 após denúncias anônimas. Durante as investigações, os policiais identificaram publicações incentivando as apostas e vídeos em que a influenciadora teria ameaçado pessoas que pretendiam denunciar as plataformas às autoridades.

As investigações também apontaram indícios de lavagem de dinheiro, incluindo movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada, fracionamento de saques em dinheiro, utilização de terceiros, empresas de fachada e contas bancárias para ocultação de patrimônio.

De acordo com a Polícia Civil, as contas ligadas à investigada movimentaram valores milionários em um período de um ano. Nesse mesmo intervalo, ela teria adquirido um apartamento em Palmas, avaliado em cerca de R$ 300 mil, pago em espécie.

Por determinação da Justiça, foi sequestrado o imóvel, além do bloqueio de uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e de uma motocicleta elétrica. Durante as buscas, os policiais também apreenderam aproximadamente R$ 8 mil em dinheiro, nove notas de dólar, cartões bancários e objetos pessoais.

A Polícia Civil também solicitou a suspensão do perfil utilizado para divulgar as plataformas de apostas, preservando todo o conteúdo publicado para continuidade das investigações.

Segundo o delegado Wanderson Chaves de Queiroz, responsável pela investigação, os elementos reunidos apontam fortes indícios de ocultação patrimonial e lavagem de capitais. Já o delegado regional Joadelson Rodrigues Albuquerque destacou que a atuação integrada entre as unidades policiais foi essencial para o cumprimento das medidas judiciais.

O nome da operação, "Sorte Falseada", faz referência à falsa promessa de enriquecimento fácil utilizada para atrair novos usuários às plataformas ilegais de apostas on-line.

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