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Restituição do IR 2026: último lote se aproxima e Pix pode explicar dinheiro que ainda não caiu

Quarto lote será pago em 31 de agosto; antes de enviar uma declaração retificadora, contribuinte deve verificar pendências, dados bancários e situação no sistema da Receita Federal.

20/08/2026 às 14h12
Por: Sirleyva Braz
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Foto: Divulgação
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O calendário de restituições do Imposto de Renda 2026 está chegando ao fim, mas quem ainda não recebeu o dinheiro precisa ter calma antes de concluir que caiu na malha fina. O quarto e último lote regular está previsto para 31 de agosto, e problemas bancários, inconsistências nos dados e até uma chave Pix sem conta vinculada podem impedir o crédito.

Neste ano, a Receita Federal reduziu o calendário para quatro lotes, pagos entre maio e agosto. O terceiro lote, depositado em 31 de julho, contemplou 2.743.200 restituições, com mais de R$ 4,6 bilhões liberados.

Pix sem conta vinculada travou restituições

Um dos problemas identificados pela Receita envolve o uso do CPF como chave Pix. Cerca de 165 mil restituições não foram creditadas porque os contribuintes informaram o CPF como chave, mas não tinham uma conta bancária vinculada a essa chave.

Nessas situações, o contribuinte pode cadastrar corretamente a chave Pix CPF, alterar os dados bancários pelo serviço Meu Imposto de Renda ou informar uma conta válida de sua titularidade para receber a restituição.

A contadora Andressa Garcia, da Aliança Contabilidade, alerta que o primeiro passo deve ser descobrir exatamente o motivo do atraso.

“Quando a restituição não cai, a primeira reação costuma ser achar que houve erro na declaração. Mas existem situações em que o problema está apenas nos dados bancários ou na forma escolhida para receber.”

Antes de retificar, confira a declaração

A orientação é consultar o serviço Meu Imposto de Renda antes de enviar uma declaração retificadora. O sistema permite verificar o processamento da declaração e identificar possíveis pendências ou informações que levaram o contribuinte à malha fiscal.

Entre os problemas que podem provocar uma análise mais detalhada estão divergências em rendimentos, despesas médicas, dependentes, previdência, imposto retido e informações fornecidas pelas fontes pagadoras.

Caso seja constatado algum erro, a declaração pode ser retificada por até cinco anos, desde que o contribuinte ainda não esteja sob procedimento de fiscalização.

Correção feita às pressas pode prejudicar

Embora a retificação seja uma ferramenta para corrigir informações incorretas, especialistas recomendam cautela. Isso porque a Receita considera a data de envio da declaração retificadora para definir a prioridade no pagamento da restituição, e não a data da declaração original.

Por isso, alterar os dados sem antes confirmar a existência de um erro pode acabar gerando novas inconsistências e interferindo na posição do contribuinte na fila de restituição.

“Antes de retificar, é importante comparar informes de rendimento, recibos, despesas declaradas e dados bancários. Uma correção feita às pressas pode gerar uma nova inconsistência”, reforça Andressa.

A recomendação, portanto, é simples: primeiro consulte a situação da declaração, identifique a causa do problema e só depois faça qualquer alteração. Em alguns casos, a restituição pode não ter sido paga por uma pendência bancária que pode ser corrigida sem a necessidade de modificar a declaração.

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