
Os servidores públicos do Governo do Tocantins continuarão recebendo seus salários normalmente pelo Banco de Brasília (BRB). O contrato firmado entre o Estado e a instituição permanece válido até maio de 2030, apesar da decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO) que barrou uma eventual prorrogação do acordo.
A medida do Tribunal não interfere no contrato atualmente em vigor. Com isso, servidores ativos, aposentados, pensionistas e demais beneficiários continuam com os pagamentos mantidos e também podem utilizar a portabilidade bancária para receber os vencimentos na instituição financeira de sua preferência.
O acordo firmado em 2025 garantiu ao Governo do Tocantins o pagamento de R$ 255 milhões pelo BRB para operar a folha salarial. O contrato também prevê redução de 50% nas taxas cobradas por determinados serviços e movimentações bancárias.
A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) informou que prepara um detalhamento sobre a aplicação dos recursos, com base nos registros oficiais da execução orçamentária.
Entre as condições previstas aos servidores estão até quatro saques gratuitos por mês e o fornecimento de cartão magnético. O contrato também estabelece possibilidade de isenção da cesta de tarifas e da anuidade do cartão de crédito durante 12 meses, conforme o relacionamento do servidor com o banco e as regras da própria instituição.
Para as contas da administração direta e indireta abrangidas pelo acordo, estão previstas ainda isenções relacionadas à manutenção das contas, emissão de extratos, movimentações bancárias, cestas de serviços e renovação cadastral.
A determinação do Tribunal de Contas não cancela o contrato atual. O efeito da decisão está relacionado a uma possível renovação após o fim da vigência, em maio de 2030.
Quando o contrato chegar ao fim, o Governo do Tocantins deverá realizar um novo procedimento competitivo para definir qual instituição financeira ficará responsável pela prestação dos serviços bancários.
Além disso, a Sefaz deverá apresentar ao TCE um estudo comparativo atualizado entre as condições oferecidas pelo BRB, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. A análise deverá levar em conta os R$ 255 milhões pagos ao Estado, custos, tarifas e demais condições estabelecidas nos contratos.
Até lá, não há mudança prevista no pagamento dos salários dos servidores estaduais, que continuam recebendo normalmente.
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