
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta quarta-feira (23), uma operação contra um grupo investigado por envolvimento em um golpe de R$ 83 mil aplicado durante uma falsa venda de veículo em Araguaína. Batizada de Operação Nexo Ilusório, a ação cumpre quatro mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, em Mato Grosso.
A operação é conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª DEIC) de Araguaína, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso. Os investigados são apurados pelos crimes de estelionato eletrônico majorado, organização criminosa e lavagem de capitais.
Segundo a investigação, o caso começou em março deste ano, quando criminosos anunciaram nas redes sociais a suposta venda de um Chevrolet Tracker por R$ 85 mil. As vítimas teriam sido convencidas a realizar uma transferência bancária de R$ 83 mil.
A partir da análise das movimentações financeiras, os investigadores descobriram que a conta usada para receber o dinheiro funcionava como uma espécie de conta de passagem. O acesso e a operação da conta estariam sendo realizados remotamente a partir da região de Cuiabá.
O dinheiro, segundo a Polícia Civil, não permaneceu na conta por muito tempo. Apenas 23 segundos depois de receber os R$ 83 mil, os valores foram distribuídos para diferentes beneficiários, em uma movimentação que, de acordo com os investigadores, teria como objetivo dificultar o rastreamento da quantia.
A apuração também identificou indícios de que o golpe não teria sido praticado de forma isolada. Dados bancários e informações obtidas por meio de recursos telemáticos apontaram para uma possível estrutura organizada, com divisão de tarefas entre os envolvidos.
Os investigadores também identificaram o uso compartilhado de contas bancárias, celulares, e-mails, linhas telefônicas e ferramentas de infraestrutura digital que teriam sido utilizadas tanto para a aplicação das fraudes quanto para a movimentação e ocultação dos valores.
Entre os investigados apontados como integrantes do núcleo principal estão A.L.S., de 29 anos; L.E.N.R., de 24 anos; e W.L.O., de 35 anos.
Durante a operação, as equipes policiais realizam buscas para localizar aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a participação de cada investigado e indicar a existência de outros possíveis integrantes do grupo.
Todo o material apreendido será encaminhado para análise. A partir dos dados encontrados, a Polícia Civil pretende aprofundar a investigação e identificar outras possíveis vítimas, movimentações financeiras e integrantes da estrutura investigada.
A operação segue em andamento nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso.

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