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Polícia Civil indicia fiscal agropecuário por assédio sexual, importunação sexual e perseguição contra estagiária em Araguaína

Investigações apontam que servidor se valeu da posição hierárquica para constranger a vítima; inquérito foi encaminhado ao Ministério Público

15/12/2025 às 10h29
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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A Polícia Civil do Estado do Tocantins, por meio da 26ª Delegacia de Polícia de Araguaína, concluiu as investigações e indiciou um fiscal de defesa agropecuária, identificado pelas iniciais A.S.R., de 44 anos, pela prática dos crimes de assédio sexual, importunação sexual e perseguição (stalking) contra uma estagiária, de 27 anos. Os fatos ocorreram no segundo semestre de 2024, no unidade da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), em Araguaína.

De acordo com o inquérito policial, o investigado teria se valido da posição hierárquica para constranger a vítima, proferindo reiteradamente comentários de cunho sexual e ofensivo no ambiente de trabalho. Entre as falas atribuídas ao servidor estão afirmações como “mulher tem que ser submissa” e relatos de que “trazia mulheres para o sofá da repartição”, onde mantinha relações sexuais.

Ainda conforme apurado, em uma das ocasiões, o investigado teria tocado o cabelo da estagiária sem autorização e feito comentário de duplo sentido, questionando “não sabia qual cabelo tinha pegado, se era o de cima ou o de baixo”, situação que causou constrangimento e desconforto à vítima.

Após a estagiária relatar os fatos a seus superiores, o servidor passou a adotar comportamento intimidatório, incluindo abordagens agressivas no ambiente de trabalho e atos de perseguição fora da repartição, causando medo e comprometendo a liberdade da vítima.

As investigações também apuraram um episódio ocorrido em outubro de 2024, quando a estagiária percebeu estar sendo seguida pelo investigado ao deixar o local de trabalho, o que a levou a mudar de trajeto e buscar abrigo até receber ajuda de colegas.

Na mesa de trabalho do investigado, foram localizadas calcinhas e lubrificante, objetos incompatíveis com o ambiente profissional, o que reforçou os indícios de conduta inapropriada no exercício da função pública.

O inquérito policial ouviu a vítima, o supervisor do setor e diversas testemunhas, reunindo elementos suficientes para o indiciamento do servidor pelos três crimes, cujas penas, se somadas, podem chegar a até 10 anos de prisão. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, que analisará a adoção das medidas cabíveis na esfera penal. A Corregedoria-Geral do Estado também foi comunicada para apuração administrativa, podendo resultar em sanções disciplinares, inclusive demissão.

Segundo o delegado titular da 26ª DP de Araguaína, Luís Gonzaga, a atuação da Polícia Civil foi fundamental para garantir a responsabilização do investigado. “Trata-se de um caso grave, no qual a vítima foi submetida a reiteradas situações de constrangimento e intimidação. A Polícia Civil atuou com rigor técnico para reunir provas e assegurar que os fatos fossem devidamente apurados”, destacou.

A Polícia Civil do Tocantins reforça seu compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher e ressalta a importância da denúncia para que crimes dessa natureza sejam investigados e punidos conforme a lei.

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