A Polícia Civil do Tocantins concluiu, nesta segunda-feira (4), a investigação que resultou no indiciamento de pai e filho suspeitos de extorsão, estelionato e usurpação de função pública em Araguatins, no norte do estado.
De acordo com as apurações conduzidas pela 11ª Delegacia do município, os dois homens se apresentavam como representantes de uma suposta entidade ligada ao setor agrícola e cobravam dinheiro de famílias da zona rural com a promessa de facilitar o acesso a lotes de reforma agrária.
As vítimas eram pressionadas a realizar pagamentos, inclusive por transferências via PIX, sob a alegação de que teriam prioridade na obtenção de terras. No entanto, as investigações apontaram que não havia qualquer respaldo legal nas cobranças.
Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, a criação de projetos de assentamento é de responsabilidade exclusiva do órgão, não sendo permitida a intermediação paga por terceiros.
Com a quebra de sigilo bancário, a polícia identificou que grande parte dos valores era direcionada ao pai, o que indica, conforme o inquérito, participação ativa no esquema.
O delegado responsável pelo caso destacou que a prática explorava a vulnerabilidade de famílias que aguardam acesso à terra. Além do indiciamento, a Polícia Civil recomendou a suspensão imediata das cobranças e sugeriu medidas cautelares, como proibição de contato com as vítimas.
As investigações seguem em andamento para identificar possíveis outros envolvidos e apurar denúncias de intimidação relacionadas ao caso.