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Empresário desaparecido no rio Araguaia teria sido julgado por homicídio no trânsito em Palmas

Empresário desaparecido no rio Araguaia teria sido julgado por homicídio no trânsito em Palmas

11/10/2025 12h04
Por: Redação

Foto: Arquivo Pessoal

O empresário Fábio Rodrigues de Farias, desaparecido desde abril de 2025 durante uma pescaria no rio Araguaia, seria julgado nesta quinta-feira (9) pelo crime de homicídio no trânsito. A Justiça, porém, suspendeu o julgamento após a defesa solicitar a declaração de morte presumida do acusado.

A decisão foi assinada pelo juiz Cledson José Dias Nunes, da 1ª Vara Criminal de Palmas, em 5 de setembro de 2025. O empresário responderia pelos crimes de homicídio, lesão corporal grave na modalidade de dolo eventual, omissão de socorro, fuga do local do acidente e embriaguez ao volante.

Segundo o processo, o acidente ocorreu no dia 1º de janeiro de 2015, na TO-010, em Palmas. Fábio dirigia uma caminhonete que colidiu com outro veículo, resultando na morte de Ana Cristina Teixeira de Freitas e deixando uma mulher ferida. Após o impacto, o empresário fugiu do local, mas foi interceptado em uma barreira policial.

De acordo com a decisão, Fábio apresentava sinais de embriaguez e confessou ter ingerido bebida alcoólica na noite anterior. As investigações apontaram que ele dirigia em alta velocidade e em sentido contrário, perdendo o controle do veículo e provocando o acidente.

“Constatou-se que o motorista entrou em uma curva de forma imprudente, em alta velocidade e em sentido contrário ao regulamentar, vindo a colidir com o carro das vítimas. Após a colisão, ainda omitiu socorro e evadiu-se do local”, diz trecho da decisão que determinou o júri popular.

O pedido de morte presumida de Fábio Rodrigues tramita na Vara de Família e Sucessões da Comarca de Paraíso do Tocantins.

Desaparecimento no rio Araguaia

Fábio desapareceu no dia 19 de abril de 2025, enquanto pescava com amigos na região do Porto da Balsa, no rio Araguaia. Segundo testemunhas, ele mergulhou na água por volta das 15h e não retornou à superfície.

As buscas começaram no mesmo dia, mas o corpo nunca foi encontrado. O Corpo de Bombeiros realizou operações com drones e embarcações até o dia 30 de abril, sem sucesso.

Natural de Goiânia (GO), o empresário morava em Paraíso do Tocantins, onde mantinha uma oficina mecânica.

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