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PrEP, PEP e testagem: como a prevenção combinada protege a saúde no Carnaval

Infectologista destaca que o uso de profilaxias (PrEP e PEP) soma-se à vacinação e testagem na estratégia contra ISTs

12/02/2026 às 15h58 Atualizada em 12/02/2026 às 16h00
Por: Vitthor Rodrigues
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Divulgação
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A proximidade do Carnaval reforça o clima de celebração que toma conta do país. Esse período, marcado pelo aumento das interações afetivas e sexuais em grandes aglomerações, acende um alerta para a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), especialmente diante da maior exposição e do contato próximo entre as pessoas.  
 
O infectologista Rafael Nogueira, consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde no Tocantins, explica que a estratégia mais eficaz hoje é a prevenção combinada. “Não falamos mais apenas em um único método. A prevenção moderna utiliza um 'cardápio' de opções que se adaptam à vida de cada pessoa, incluindo o uso de preservativos, as profilaxias medicamentosas (PrEP e PEP), a vacinação e a testagem periódica”, afirma.  
 
O papel das Profilaxias: PrEP e PEP
 
Uma das grandes evoluções na saúde pública é a disponibilidade de medicamentos que evitam a infecção pelo HIV:  
 
•              PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): Indicada para pessoas que podem ter exposição frequente ao HIV. Consiste no uso programado de medicamentos antes da relação sexual, permitindo que o organismo esteja preparado para enfrentar o contato com o vírus.  

•              PEP (Profilaxia Pós-Exposição): É uma medida de urgência. Deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco (como o rompimento da camisinha ou uma relação desprotegida) e mantida por 28 dias, sob orientação médica.  
 
“A camisinha segue essencial na prevenção da maioria das ISTs transmitidas por fluidos, como sífilis e gonorreia. Porém, para o HIV, a PrEP e a PEP são camadas extras de segurança fundamentais que ampliam a proteção”, reforça Rafael.  
   
Cenário Epidemiológico e o Risco Silencioso
 
Dados do Boletim Epidemiológico de HIV e Aids de 2025 mostram que as detecções de HIV se mantêm estáveis, refletindo a ampliação do diagnóstico. Já o Boletim de Sífilis 2025 aponta redução dos casos, mas os números ainda preocupam: em 2024, foram registrados mais de 256 mil casos de sífilis adquirida no país.  
 
“Muitas ISTs são silenciosas. A pessoa pode não apresentar sintomas e continuar transmitindo a infecção”, alerta o médico. Entre as infecções que frequentemente evoluem sem sinais evidentes estão a sífilis, o HPV, a clamídia e as hepatites virais.  
 
Check-up e Responsabilidade Coletiva
 
Além das profilaxias, o médico destaca a importância do check-up de saúde sexual:  
 
Testagem Regular: Permite o diagnóstico precoce e a interrupção da cadeia de transmissão.  
 
Vacinação: Fundamental contra HPV e Hepatite B.  
 
Cuidado Compartilhado: Testar-se é uma atitude que protege não só quem faz o exame, mas também seus parceiros.  

“Cuidar da saúde também faz parte do Carnaval. Com o uso correto da prevenção combinada, é possível comemorar com muito mais tranquilidade”, completa Rafael Nogueira.

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