O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) defendeu, em pronunciamento nesta quarta-feira (25), a criação de políticas públicas para reduzir a morte precoce de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para ele, é urgente a criação de ações específicas, que devem levar em consideração o acesso aos serviços públicos, sobrecarga de cuidadores e o combate à desinformação e preconceito.
— Pessoas com autismo apresentam expectativa de vida significativamente inferior à média da população geral. Pesquisas realizadas na Europa e na América do Norte indicam redução que pode variar de 15 a 20 anos, especialmente entre aqueles com maiores necessidades de suporte, dificuldade severa de comunicação ou deficiência intelectual associada. As principais causas de mortalidade precoce incluem acidentes, muitas vezes domésticos, ou fuga de ambientes seguros, condições médicas associadas não diagnosticadas adequadamente, além de transtornos mentais, como depressão e ansiedade — ressaltou.
O parlamentar também destacou estudos sobre sobrecarga de cuidadores e sofrimento psíquico entre mulheres, especialmente de mães solo que acumulam as funções de cuidadora, provedora e gestora de tratamento terapêutico. Segundo Rodrigues, famílias encontram dificuldades para conseguir acompanhamento contínuo, terapias especializadas e suporte interdisciplinar. Apesar de apontar os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) como referência no atendimento em saúde mental, o senador enfatizou os problemas com as filas de espera, déficit de profissionais e alta demanda.
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly
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