23°C 40°C
Palmas, TO
Publicidade

80% das empresas que usam IA enfrentam dificuldade para medir retorno

Levantamento mostra salto na adoção da tecnologia, mas especialistas alertam: contratar ferramentas sem redesenhar processos gera custos altos e mantém os mesmos gargalos operacionais..

24/09/2026 às 14h21
Por: Sirleyva Braz
Compartilhe:
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O uso de Inteligência Artificial nas empresas brasileiras passou de 13% para 17% entre 2024 e 2025 e chegou a 50% entre as grandes empresas, segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR. O avanço mostra que a IA já faz parte da realidade corporativa, mas também levanta uma questão importante para os negócios que estão entrando nessa agenda. Antes de escolher uma ferramenta, a empresa precisa entender quais problemas quer resolver e como a tecnologia será incorporada à rotina de trabalho.

Entre as empresas que já utilizam IA, 80% adquiriram softwares ou sistemas prontos para uso, conforme o mesmo levantamento. Essas soluções podem acelerar a adoção da tecnologia e facilitar o acesso de empresas de diferentes portes, mas tendem a entregar menos resultado quando são aplicadas sobre processos desorganizados, tarefas mal definidas ou equipes que não receberam orientação para usar os recursos no dia a dia.

Para Raffa Nunes, especialista em Inteligência Artificial aplicada aos negócios e Arquiteto de Empresas Inteligentes, a implementação precisa começar por uma leitura clara da operação. “Antes de contratar um sistema, a empresa precisa entender onde perde tempo, onde existe retrabalho, quais dados estão disponíveis e que parte da operação realmente pode ganhar eficiência com automação ou apoio de inteligência artificial. A ferramenta é importante, mas ela só funciona bem quando entra em um processo que foi pensado”, afirma.

A adoção sem planejamento pode criar uma falsa sensação de inovação, especialmente quando diferentes áreas contratam ferramentas que não conversam entre si ou quando a empresa tenta automatizar fluxos que já eram confusos antes da tecnologia. Uma implementação mais estratégica passa pelo mapeamento de gargalos em áreas como atendimento, vendas, financeiro, operação e gestão de informações, além de testes em etapas, treinamento da equipe e acompanhamento dos resultados.

A IA pode apoiar decisões, reduzir tarefas repetitivas e melhorar a produtividade, mas esses ganhos dependem da forma como a tecnologia entra na operação. Quando a empresa parte de um diagnóstico claro, fica mais fácil escolher ferramentas, orientar a equipe e acompanhar se os resultados aparecem na prática. “A pergunta não deve ser qual IA está na moda, mas qual problema precisa ser resolvido. Quando existe método, a tecnologia entra para melhorar uma operação que foi pensada. Quando não existe, a empresa corre o risco de empilhar sistemas, gastar mais e continuar com os mesmos gargalos”, destaca Raffa.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Palmas, TO
35°
Tempo nublado

Mín. 23° Máx. 40°

36° Sensação
2.06km/h Vento
34% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h01 Nascer do sol
18h09 Pôr do sol
Sex 37° 26°
Sáb 42° 29°
Dom 42° 29°
Seg 42° 27°
Ter 42° 26°
Atualizado às 14h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,19 +0,50%
Euro
R$ 5,91 +0,50%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 463,030,78 -0,30%
Ibovespa
184,744,44 pts -0.58%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade