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Operação Alquimia mira organização criminosa que atuava no Tocantins e em outros estados

Durante a operação, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão de forma simultânea nos estados do Tocantins, Goiás, Amazonas e Pará

17/03/2026 às 11h56
Por: Vitthor Rodrigues
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Polícia Civil deflagra a Operação Alquimia na manhã desta terça-feira, 17 - Foto: SSP/Governo do Tocantins
Polícia Civil deflagra a Operação Alquimia na manhã desta terça-feira, 17 - Foto: SSP/Governo do Tocantins

A Polícia Civil do Estado do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira, 17, a Operação Alquimia, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comercialização ilegal de armas de fogo, com atuação no Tocantins e em outros estados da federação.

A ação foi coordenada pela 1ª Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Deic – Palmas) e contou com o apoio de unidades vinculadas à Diretoria de Repressão ao Crime Organizado (Dracco), à Diretoria de Polícia do Interior e à Diretoria de Polícia da Capital, além da Diretoria de Inteligência Policial. A operação também teve a colaboração das Polícias Civis dos estados de Goiás, Pará e Amazonas.

Durante a operação, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão de forma simultânea nos estados do Tocantins, Goiás, Amazonas e Pará. As diligências também ocorreram em três unidades prisionais: a Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP), o Presídio Barra da Grota, em Araguaína, e o Presídio de Ananindeua, no estado do Pará.

A ação foi deflagrada no contexto da Operação Desarme, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, focada no comércio ilegal de arma de fogo, munições e explosivos.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil revelaram a existência de uma organização criminosa estruturada e hierarquizada, voltada principalmente para o tráfico de drogas, especialmente cocaína, com distribuição do entorpecente em cidades do Tocantins e em estados vizinhos. Conforme apurado, o grupo possuía divisão de funções entre os integrantes, envolvendo desde a logística de transporte e armazenamento das drogas até a comercialização dos entorpecentes e a lavagem dos recursos obtidos com as atividades ilícitas.

De acordo com as investigações, a organização criminosa era liderada por um indivíduo identificado pelas iniciais R.T.S., conhecido como “Playboy”, apontado como o principal articulador do esquema criminoso. Ele é responsável por coordenar a aquisição de grandes quantidades de drogas e por organizar a distribuição dos entorpecentes, além de atuar na movimentação financeira do grupo.

A apuração também identificou que o grupo utilizava aplicativos de mensagens instantâneas, especialmente o WhatsApp, para negociar drogas e coordenar as atividades ilícitas, utilizando linguagem codificada para dificultar a identificação das conversas. As transações financeiras eram realizadas, em muitos casos, por meio de transferências via Pix, mecanismo utilizado para movimentar valores de forma rápida e com menor rastreabilidade.

Outro ponto identificado durante a investigação foi a existência de patrimônio incompatível com a renda declarada por alguns dos investigados. Entre os bens ostentados estavam veículos de luxo e outros itens de alto valor, cuja origem dos recursos não apresentava justificativa legal.

As investigações apontaram ainda que a organização criminosa utilizava empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico de drogas, realizando transações simuladas e adquirindo bens com o objetivo de dar aparência de legalidade aos recursos provenientes das atividades criminosas.

Para reunir provas contra os investigados, a Polícia Civil utilizou diversas técnicas investigativas, incluindo análise de movimentações financeiras autorizadas judicialmente, além da coleta de mensagens, imagens, vídeos e registros de transferências bancárias, que contribuíram para o mapeamento da estrutura da organização criminosa e da participação de seus integrantes.

Segundo o delegado Wanderson Chaves de Queiroz, responsável pela investigação, a operação representa um importante avanço no combate ao crime organizado no estado. “Trata-se de uma investigação complexa, que permitiu identificar a estrutura e o modo de atuação dessa organização criminosa. Com a operação, buscamos não apenas responsabilizar criminalmente os envolvidos, mas também atingir a base financeira do grupo, identificando e bloqueando bens e recursos provenientes das atividades ilícitas”, destacou.

A Polícia Civil do Tocantins ressalta que as investigações continuam, com o objetivo de aprofundar a análise da movimentação financeira dos investigados e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.

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