
Palmas recebe, entre os dias 27 e 29 de março, a 2ª Feira Estadual da Reforma Agrária e Agricultura Familiar do Tocantins, no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho. O evento deve reunir agricultores familiares, agroextrativistas, assentados e representantes de comunidades tradicionais de diferentes regiões do estado.
A proposta é aproximar produtores rurais do público urbano, reunindo em um mesmo espaço a comercialização de alimentos, manifestações culturais e debates sobre temas ligados à produção e ao consumo. A programação inclui oficinas e rodas de conversa sobre soberania alimentar, além de apresentações culturais e atividades formativas.
Participam produtores vindos de regiões como Bico do Papagaio, Jalapão, Cantão, Médio Araguaia e Sudeste tocantinense. Ao longo dos três dias, o público terá acesso a mais de 200 variedades de produtos, entre alimentos in natura, itens do agroextrativismo e artesanato. Estão entre os destaques produtos como babaçu, buriti, bacuri, jatobá e açaí, além de peças em capim dourado.
Os alimentos comercializados são produzidos sem o uso de agrotóxicos, com base em práticas sustentáveis adotadas por agricultores familiares e comunidades tradicionais. A iniciativa também busca incentivar o consumo consciente e valorizar a produção local.
Além da comercialização, o evento contará com o espaço “Culinária da Terra”, que reúne pratos típicos da gastronomia camponesa preparados por produtores locais. A programação também inclui apresentações de artistas regionais e coletivos culturais.
A primeira edição, realizada em 2025, reuniu mais de 3 mil visitantes e resultou na comercialização de cerca de 7 toneladas de alimentos. Para este ano, a expectativa é ampliar o alcance da iniciativa e fortalecer a rede de produção e consumo no estado.
De acordo com Joice Santos, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a feira tem como objetivo fortalecer quem vive do campo. “A iniciativa busca manter o incentivo às trabalhadoras e trabalhadores, reforçando a agricultura familiar como instrumento de geração de renda e de promoção de igualdade nos territórios”, afirma.
A realização do evento é do MST, do Instituto de Cooperação Solidária (ICAT) e da Cooperativa dos Agricultores da Reforma Agrária e de Pequenos Produtores (Cooperamazônia), com apoio de instituições públicas.

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