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Estudantes denunciam medo e cobram mais segurança no campus da Universidade Federal do Tocantins em Palmas

Relatos de abordagens suspeitas dentro e nos arredores da Universidade Federal do Tocantins aumentam a sensação de insegurança, especialmente entre alunas, e motivam pedidos por medidas mais efetivas no campus de Palmas.

19/03/2026 às 16h12 Atualizada em 19/03/2026 às 16h13
Por: Vitthor Rodrigues
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Foto: Djavan Barbosa/Jornal do Tocantins
Foto: Djavan Barbosa/Jornal do Tocantins

Estudantes da Universidade Federal do Tocantins, em Palmas, têm manifestado preocupação com a segurança no campus após denúncias envolvendo a presença de um homem em atitude considerada suspeita dentro da instituição.

De acordo com relatos encaminhados ao Jornal TO em Alta, um homem tem sido visto circulando pelas dependências da universidade e abordando estudantes com perguntas consideradas incomuns, o que tem gerado desconforto e alerta entre a comunidade acadêmica. Parte dos alunos afirma que as abordagens teriam causado medo, especialmente entre alunas mulheres.

Segundo os estudantes, a situação já foi formalmente comunicada às instâncias internas da universidade, por meio de canais institucionais. Ainda assim, até o momento, não houve divulgação de posicionamento oficial ou de medidas concretas amplamente informadas à comunidade acadêmica.

Uma estudante da universidade, que preferiu não se identificar, relata que a situação tem gerado medo constante. “Como mulher e mãe, me sinto muito insegura. Esses casos não são de agora, já existem relatos há bastante tempo, tanto dentro da universidade quanto nos arredores”, afirma.

Segundo ela, o homem já é visto circulando pela universidade e também no transporte coletivo que atende o campus desde o ano passado. A estudante conta que, durante a gestação, evitava determinados horários por receio de encontrá-lo. “Eu ainda grávida me senti muitas vezes vulnerável e deixei de ir mais cedo justamente por medo”, relata.

A acadêmica também afirma que pessoas próximas já teriam sido vítimas de assédio. “Ele já assediou duas amigas minhas e continua circulando dentro e fora do campus”, diz.

Para ela, a preocupação vai além dos limites da universidade. “Mesmo que haja alguma ação dentro do campus, isso não impede que ele continue em outros locais. Qualquer mulher que esteja indo ou voltando da sua rotina pode estar exposta”, completa.

Diante da situação, estudantes cobram medidas mais efetivas por parte da universidade, como reforço na segurança, maior controle de acesso às dependências e comunicação mais transparente sobre as ações adotadas.

O Jornal TO em Alta procurou a Universidade Federal do Tocantins para comentar o caso e esclarecer quais providências estão sendo tomadas, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

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