Saúde Saúde

Casos importados reacendem alerta para o sarampo no Brasil

Infecções registradas em São Paulo e Rio reforçam preocupação com baixa vacinação e risco de reintrodução do vírus

14/04/2026 10h26 Atualizada há 6 horas
Por: Sirleyva Braz
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O registro recente de casos importados de sarampo no Brasil voltou a acender o sinal de alerta das autoridades sanitárias. Confirmações em São Paulo e no Rio de Janeiro reforçam a preocupação com a queda na cobertura vacinal e o risco de reintrodução do vírus no país.

Em São Paulo, o caso envolve uma bebê de seis meses que esteve recentemente na Bolívia, onde há surto da doença. Já no Rio de Janeiro, a infecção foi identificada em uma jovem de 22 anos, também sem histórico de vacinação. Em ambos os episódios, a ausência de imunização foi determinante.

O cenário preocupa especialmente estados com grande fluxo migratório, como o Tocantins, que já registrou casos importados recentemente. Apesar de o Brasil ter recuperado em 2024 o certificado de eliminação da circulação do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde, a manutenção desse status depende de vigilância constante.

Dados recentes apontam que, apenas no último ano, ao menos 38 casos importados foram identificados no país, com maior incidência em estados das regiões Centro-Oeste e Norte. Em todo o continente americano, a circulação do vírus segue ativa, com milhares de registros confirmados.

A vacinação continua sendo a principal forma de proteção. O Ministério da Saúde orienta que crianças recebam a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Jovens e adultos sem comprovação vacinal também devem se imunizar, conforme a faixa etária.

A transmissão ocorre pelo ar, por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Um único infectado pode transmitir o vírus para várias pessoas, inclusive antes do surgimento dos sintomas mais característicos.

Os primeiros sinais costumam incluir febre alta, tosse, coriza e irritação nos olhos. Dias depois, surgem manchas vermelhas na pele, que se espalham pelo corpo. Em situações mais graves, a doença pode levar a complicações como pneumonia e inflamações no sistema nervoso.

Crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido estão entre os grupos mais vulneráveis. Em grávidas, a infecção pode provocar parto prematuro e outras complicações.

Especialistas também recomendam atenção redobrada para quem viaja ao exterior, especialmente para regiões com circulação ativa do vírus. Após o retorno, é importante observar possíveis sintomas por até três semanas.

Antes da ampliação da vacinação, o sarampo era responsável por milhões de mortes todos os anos no mundo. Hoje, apesar dos avanços, a doença ainda representa risco em locais com baixa cobertura vacinal, reforçando a importância da imunização em massa.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.