Um levantamento da Serasa revelou que emprestar o nome ainda é uma prática comum no Brasil — e arriscada. Segundo a pesquisa, 6 em cada 10 brasileiros já cederam o CPF para ajudar terceiros a conseguir crédito.
Entre essas pessoas, 34% acabaram endividadas após o não pagamento das contas. Além disso, 29% afirmaram que se arrependeram e não fariam novamente.
O estudo mostra ainda que a prática ocorre, na maioria das vezes, com pessoas próximas: familiares representam 60% dos casos, seguidos por amigos e colegas de trabalho.
O cenário preocupa ainda mais diante da alta da inadimplência no país. Dados recentes apontam que mais de 82 milhões de brasileiros estão com dívidas em atraso. No Tocantins, são mais de 651 mil pessoas com o nome negativado.
Especialistas alertam que, ao emprestar o nome, a responsabilidade pela dívida passa a ser totalmente de quem cede o CPF — o que pode comprometer o orçamento e dificultar o acesso a crédito no futuro.
Para evitar prejuízos, a orientação é avaliar bem a situação, entender os riscos e, quando necessário, buscar outras formas de ajudar sem comprometer a própria saúde financeira.