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Sintomas discretos podem esconder doenças silenciosas, alerta especialista

Cansaço frequente, desconfortos leves e alterações persistentes no organismo merecem investigação médica para diagnóstico precoce.

21/05/2026 16h50
Por: Sirleyva Braz
Foto: Divulgação
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Sintomas discretos podem esconder doenças silenciosas, alerta especialista

Cansaço frequente, desconfortos leves e alterações persistentes no organismo merecem investigação médica para diagnóstico precoce

Nem sempre uma doença começa com sinais intensos ou sintomas alarmantes. Em muitos casos, o corpo manifesta pequenos desconfortos que acabam sendo ignorados no dia a dia, como sensação de estufamento, dores leves, fadiga constante, náuseas ocasionais e mudanças no funcionamento intestinal.

Segundo o médico e professor de ultrassonografia Alan Jorge, da Afya Educação Médica, a persistência desses sintomas é o principal ponto de atenção. De acordo com o especialista, alterações aparentemente simples podem indicar problemas de saúde ainda em estágio inicial.

Entre as doenças que costumam evoluir silenciosamente estão a gordura no fígado, alterações na tireoide, cálculos renais e na vesícula, além de cistos e nódulos que muitas vezes só são descobertos em exames de rotina.

O médico explica que a intensidade da dor nem sempre define a gravidade do problema. Uma dor leve na região abdominal, por exemplo, pode estar relacionada a alterações hepáticas ou biliares, especialmente quando ocorre com frequência ou permanece por longos períodos.

“As pessoas costumam associar gravidade apenas à dor intensa, mas sintomas leves e persistentes também precisam ser avaliados”, destaca Alan Jorge.

Doenças silenciosas, como hipertensão, diabetes, problemas renais e algumas formas de câncer, podem avançar sem provocar sintomas evidentes. Isso acontece porque o organismo consegue compensar determinadas alterações antes que elas se tornem perceptíveis.

Nesse cenário, a ultrassonografia aparece como uma importante aliada da prevenção. O exame é considerado seguro, não invasivo e auxilia na identificação precoce de alterações no fígado, rins, vesícula, tireoide e outros órgãos.

Além de ajudar no diagnóstico inicial, o exame também pode detectar alterações descobertas de forma incidental, durante investigações realizadas por outros motivos.

O especialista reforça que pessoas acima dos 35 anos, pacientes com obesidade, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, tabagismo, consumo frequente de álcool ou histórico familiar de doenças devem manter acompanhamento médico regular.

Para Alan Jorge, a prevenção continua sendo o caminho mais eficiente para evitar complicações futuras. “A medicina preventiva permite identificar alterações antes que elas evoluam e provoquem sintomas mais graves”, conclui.

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