Polícia Investigação

Entenda o esquema que colocou Lara Luiza no centro de investigação sobre R$ 20 milhões em jogos ilegais

Polícia Civil aponta uso de familiares, empresas e redes sociais para movimentar dinheiro de apostas ilegais em Palmas.

15/05/2026 15h13 Atualizada há 39 minutos
Por: Elias Viana
Lara Luiza é investigada por suspeita de envolvimento em esquema de jogos ilegais em Palmas. Foto: Reprodução/Instagram
Lara Luiza é investigada por suspeita de envolvimento em esquema de jogos ilegais em Palmas. Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil do Tocantins investiga um suposto esquema de jogos de azar e lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 20 milhões em um ano. A influenciadora Lara Luiza Cabral Dias é apontada como um dos principais nomes envolvidos na operação.

Segundo as investigações, as redes sociais eram usadas para divulgar plataformas de apostas e sorteios considerados ilegais. Com quase 19 mil seguidores, Lara compartilhava conteúdos sobre viagens, rotina pessoal, mensagens de fé e promoções online.

De acordo com a polícia, o dinheiro arrecadado passava por contas bancárias de familiares e empresas ligadas ao grupo para dificultar a identificação da origem dos valores.

A mãe da influenciadora, Valquira Cabral de Sousa, também é investigada. Conforme a decisão judicial, ela teria movimentado cerca de R$ 9 milhões, apesar de declarar baixa renda.

As investigações apontam ainda que os suspeitos utilizavam transferências fracionadas, prática conhecida como “smurfing”, para evitar fiscalização dos órgãos de controle financeiro.

A polícia também suspeita que empresas abertas pelo grupo eram usadas para esconder patrimônio e dar aparência legal ao dinheiro movimentado. Entre elas está a Cabral Construtora, inaugurada por Lara em 2025.

Outro ponto investigado são transferências realizadas para instituições religiosas. A Polícia Civil quer descobrir se os valores eram contribuições legítimas ou parte do suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Durante a operação, foram apreendidos veículos e bloqueados imóveis, terrenos e perfis nas redes sociais dos investigados. A Justiça também autorizou quebra de sigilo de dados e acesso a informações armazenadas em celulares e nuvens digitais.

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